Bombeiros alertam sobre riscos de afogamentos em épocas de temperaturas quentes

Bombeiros alertam sobre riscos  de afogamentos em épocas de temperaturas quentes

Matheus de Lara

Com os dias mais quentes e a chegada do verão no dia 21, muitos banhistas procuram praias, rios, lagos, piscinas, tanques, cachoeiras para se refrescarem. Nesse contexto, a reportagem do Página Um News conversou com o comandante da unidade do 2° GB de Castro, tenente Paulo Marcelo Ribas Ribeiro, que repassou a necessidade da população se conscientizar sobre os riscos de afogamentos e prevenir tragédias.

Para o tenente, o cuidado com as crianças na praia, rio ou piscina requer atenção redobrada. “Elas são rápidas e estão em um ambiente aberto, cheio de estímulos. Basta um piscar de olhos e pronto, um incidente pode acontecer, muitas vezes fatal. Não se deve, jamais, entrar em lugares mais profundos sem saber nadar. Se alguém estiver em risco, deve-se jogar uma corda, um pneu, uma boia ou qualquer outro objeto que flutue para que o banhista possa se apoiar. Em relação ao mar, todo cuidado é pouco e o alerta vale para todos os banhistas, de qualquer faixa etária. Não é somente o mar agitado que oferece riscos. Muitas vezes as correntes marítimas mudam em questão de minutos, transformando o mar calmo em um cenário perigoso até mesmo para quem sabe nadar. Um grande ponto de risco são as correntes de retorno”, disse Ribeiro.

Ribeiro explica que “toda vez que o mar sobe em direção à praia, as ondas se formam, quebram, chegam na areia e retornam ao mar. Neste retorno, elas sofrem resistência de outras ondas que estão vindo e buscam uma saída. Com este movimento, vão escavando a areia e criando valas mais profundas. Olhando de longe, parece uma área calma dentro do mar. Não há ondas e isso chama a atenção dos banhistas. Mas ali é justamente o ponto mais perigoso. Na dúvida, é melhor pedir orientação aos guarda-vidas”.

Tenente conta que além de prestar atenção à sinalização na beira do mar, outro ponto fundamental é saber como agir em uma situação de risco dentro da água. “Se o banhista estiver em uma corrente de retorno e tentar nadar contra, não vai conseguir chegar à praia e ainda se desgastará fisicamente. A força da puxada é maior. Recomendamos que a pessoa mantenha-se o mais calma possível, faça flutuação e espere a corrente levá-la para outro ponto. Se for nadar, sempre na diagonal à praia, nunca na perpendicular”.

No questionamento de Ribeiro, outro erro muito comum é tentar salvar alguém que está se afogando. “A melhor forma de ajudar é pedir por socorro, e tentar jogar algum objeto flutuante que esteja por perto para a pessoa segurar. Jamais tente ir ao encontro dela, mesmo se souber nadar, aí serão duas pessoas em risco”.

Para a reportagem, o comandante do 2° GB de Castro passou alguns principais cuidados ao entrar na água:
· Não superestime sua capacidade de nadar. Avalie as consequências de um possível incidente;
· Em água doce ou salgada, prefira banhar-se em locais rasos e sem correnteza;
· Se notar que está sendo arrastado por uma dessas correntes, mantenha-se calmo e tente acenar ou gritar por socorro enquanto nada transversalmente (para o lado, em vez de para o raso);
· Não tente salvar pessoas vítimas de afogamento sem estar habilitado. Neste caso, lance algum objeto que a ajude a vítima a flutuar e acione guarda-vidas ou a emergência pelo telefone 193;
· Crianças exigem cuidado redobrado. Não as perca de vista. Leve sempre sua criança consigo caso necessite afastar-se da piscina;
· Sempre que possível, opte pelo uso do colete salva-vidas ao invés de objetos flutuantes;
· Nunca nade após ingerir bebidas alcoólicas, alimentos ou se estiver passando mal ou com frio;
· Antes de mergulhar, certifique-se da profundidade. Um acidente pode provocar sequelas irreversíveis.

Foto: Matheus de Lara

Redação Página 1

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