Chuvas tornaram parte das estradas do interior intransitáveis

Chuvas tornaram parte das estradas do interior intransitáveis

Luana Dias

Num município que tem mais de 264 mil hectares de área rural, e onde duas das principais vocações econômicas são justamente o agronegócio e a mineração, que dependem inevitavelmente das estradas rurais, dias de chuva, como os registrados nas últimas semanas, e, a falta de manutenção das vias, tornam a vida de quem trafega pelo interior árdua e cara.

Essa tem sido a realidade no interior de Castro e a evidência está no relato de produtores, que estão tendo dificuldade para escoar a produção e levar insumos até suas propriedades, mães e pais de alunos, que vêm perdendo dias de aula, trabalhadores, que não conseguiram chegar a seus locais de trabalho, e moradores, que têm dificuldades até para realizar consultas médicas.

Quem usa a estrada que liga o distrito do Socavão a área urbana da cidade, por exemplo, além de ter que dirigir por mais 20 quilômetros, para usar o desvio, enquanto a via está em obra (parada), agora também está convivendo com muita lama e com atoleiros diários. Uma moradora que conversou com a reportagem na quinta-feira (9), (a entrevistada pediu para não ter o nome divulgado), relatou que quem vive na região está evitando sair de casa ultimamente, porque não sabe como e nem quando irá chegar na residência novamente.

Na região das comunidades do Herval dos Limas, São Luiz dos Machados, Limitão, Olho d’Água e Quebrada Funda, algumas estradas estão inacessíveis há praticamente uma semana. Um comerciante ouvido pela reportagem relatou que no domingo (5), não conseguiu concluir o trajeto que necessitava, e deixou de visitar alguns de seus clientes, porque parte da estrada por onde ele passaria estava simplesmente intransitável. Os veículos que levam alunos para escolas da região também não estão fazendo as linhas, porque em alguns pontos não é possível chegar, e se chega, não consegue sair.

Já nas estradas do Cercado, agora usadas para desviar o tráfego da região do Socavão, o aumento no fluxo de caminhões, principalmente, vem provocando mais atoleiros que os moradores já estavam acostumados a ver. A moradora Vera Lucia Gonzaga contou à reportagem que o lamaçal se tornou cena muito comum no dia a dia de quem passa pelas estradas de lá. “Aqui tá muito ruim, os motoristas dos ônibus escolares e dos caminhões estão sofrendo muito”, descreveu ela.

Situação semelhante também ocorre nas comunidades de Pedras e Gabiroba, e, em muitas outras, cujos moradores estão tendo que adaptar a rotina à falta de mobilidade, devido as dificuldades impostas pela falta de conservação nas estradas.

Redação Página 1

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