Casos de Covid voltam a crescer em Castro; outubro registrou dois óbitos

Casos de Covid voltam a crescer em Castro; outubro registrou dois óbitos

Luana Dias

Apesar de o processo de vacinação da população contra a Covid-19 estar avançando, alguns números dão sinais claros de que a pandemia, declarada há quase dois anos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ainda não acabou. Em Castro, por exemplo, o número de novos casos, de pessoas internadas e de pessoas em isolamento sofreu um ligeiro aumento, na segunda quinzena do mês de outubro. O número total de casos chegou a 12.232, com os dados registrados até 31 de outubro.

O mês começou com 12.124 casos, e até no dia 15 foram registrados 19 novos casos. Nos dias 7, 8 e 15 inclusive, não houve registro de novos casos. Já na segunda quinzena do mês (entre os dias 16 e 31), o número de novos casos subiu para 92. O dia que mais registrou novos pacientes, que testaram positivo para a Covid, foi 20 de outubro, com 19 novos registros. Nos últimos dias do mês também foram registrados dois novos óbitos, elevando o número total de mortes para 246.

Sobre esses números, a reportagem conversou com o médico Allan Fernando Pitt, que é diretor técnico do hospital da Cruz Vermelha de Castro e coordenador da UTI na unidade. O profissional citou o fato de a vacina estar criando nas pessoas falsas sensações de segurança, dando a entender, por exemplo, que o vírus não oferece mais riscos, e, ressaltou a importância de serem mantidos os cuidados básicos para que o vírus não se prolifere ainda mais. “Isto é um estudo apurado, feito pelas autoridades sanitárias, tão logo, não é o momento de abrir mão dos conceitos básicos de prevenção contra o coronavírus. Com o avanço das vacinações as pessoas estão com a falsa impressão de que o vírus foi embora, porém, mesmo que já não com tanta frequência, ele ainda é muito transmissível e letal”, destacou.

O médico também advertiu para o risco de ocorrerem novas ‘ondas’ de contágio, se a população continuar a relaxar quanto às medias sanitárias. “São dois anos de isolamento e cuidados extremos, com a flexibilização pelos órgãos competentes, muita gente vai abusar, grupos vão se reunir e sim, vai ter um aumento de casos. Porém, não acredito que volte a ser aquela situação de calamidade que foi no primeiro semestre, até porque, até os adolescentes já estão praticamente todos imunizados, mas, reitero que ainda não é hora de abusos, bem como, de deixar de lado o uso de máscara e de álcool gel. Está todo mundo querendo se ver livre disto tudo. Vamos nos cuidar mais um pouco que logo vamos poder fazer tudo com segurança e dentro da lei e do bom senso”, orientou doutor Allan.

Foto: Geraldo Bubniak / AEN

Redação Página 1

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