“Sinta seu Ser” – Castrense Naymer Schmidt lança álbum autoral

“Sinta seu Ser” – Castrense Naymer Schmidt lança álbum autoral

Luana Dias

A noite desta segunda-feira (4) foi a data escolhida para o lançamento do primeiro álbum do músico castrense Naymer Schmidt. Com oito músicas autorais, a obra leva o título “Sinta seu Ser”, e foi lançada pelo estúdio Cabbana Records, de Felipe Watanabe. Logo após lançadas, as músicas também já estavam disponíveis nas principais plataformas digitais como Spotify, Deezer e YouTube.

Conforme explicou o músico, cujo nome artístico é Naahman, o álbum conta com um gênero musical que é a mescla de instrumentos orgânicos, como flautas tribais, juntamente com sintetizadores e piano. “As músicas são embalados por uma boa batida, levando letras de autoconhecimento, amor e natureza”, descreveu ele.

Todas as faixas foram produzidas e mixadas pelo próprio artista. “Cada instrumento, cada batida, assim como a música cantada, eu fiz todas as linhas. Por ter e tocar vários instrumentos, eu acabei usando todos eles. Por exemplo, fiz o teclado, depois adicionei a batida, em seguida toquei a flauta em cima, depois o canto”, ressaltou.

Naymer Schmidt explicou à reportagem que o projeto começou a ganhar forma durante a pandemia, período em que foi necessário muitos artistas pausarem suas apresentações e mudarem drasticamente rotina de vida e de trabalho, pela ausência de oportunidades e pela necessidade, que foi comum à todos, de paralisar atividades coletivas. “Esse álbum praticamente foi construído durante a pandemia, desde o início de 2020. Algumas frases e algumas músicas já existiam, mas durante nesse período é que ele foi tomando forma. Eu tinha uma escola de música que fechou quando veio a pandemia, e a minha casa virou um estúdio de transmissão de lives. Como eu tinha os instrumentos, chamava músicos da cidade para se apresentarem lá, e na mesma época eu também amadureci a ideia”, explicou.

O artista, que também é professor de música, já deu aulas e já se apresentou em Castro e em outras cidades em diversas oportunidades. Ele, que hoje tem 32 anos de idade, conta que a música faz parte de sua vida desde a juventude. “A música está na minha vida já há uns 17 anos, desde adolescente já tocava bateria, aos 19 comecei a estudar violino, aos 22 estudei piano popular, e ao longo dessa trajetória fui conhecendo pessoas que tocam flautas étnicas/tribais, como um rapaz do Chile, por exemplo, que me ensinou a tocar essa flauta. Com outro de São Paulo, que produzia o instrumento, eu adquiri a flauta japonesa. Também faço meditação por meio do som, são oficinas para meditação por meio do som, sons da natureza, relaxantes, flauta. Eu estudei música, e durante toda vida fiz várias apresentações em diferentes lugares, teatros, recitais, já toquei na rua muitas vezes, em apresentações públicas aqui de Castro, como nas festas realizadas no Parque Lacustre e em eventos como a Feira do Lua, onde vou me apresentar no próximo dia 10. Também ainda trabalho como professor de musicalização, com diversos instrumentos, aqui em Castro. Eu sempre gostei da diversidade de instrumentos e de gêneros musicais. Nunca me atenho a um gênero específico, tanto para tocar, como para ouvir, sempre prezo pelo som que vem do coração, e também gosto muito da improvisação. Acredito que cada pessoa, por mais que toque o mesmo instrumento e faça as mesmas notas, cada uma tem a sua expressão, cada uma de acordo com que é, com a vida que leva, e todas as características da pessoas são expressadas por meio da arte. Por isso eu gosto muito da improvisação, várias da músicas do álbum, inclusive, foram construídas na improvisação e depois, olhando para elas, e para o que elas querem dizer, fui dando nome às notas, estruturando e firmando a composição”, explicou o músico.

Expectativa

Além de levar sua arte para outras cidades, estados e Brasil afora, por meio das plataformas, o castrense também deseja que suas músicas possam contribuir com o bem-estar das pessoas. Conforme compartilhou na entrevista, ele acredita que a música pode mudar o estado de consciência e até a vida das pessoas. “Primeiro é um sonho sendo iniciado. Como todo músico que produz suas próprias músicas, o meu sonho hoje é coloca-las nas plataformas digitais. Mas a expectativa também é compartilhar o meu som, o que eu faço, um pouco da minha história, por meio de cada instrumento, ir deixando o meu registro, e, como as músicas também carregam uma mensagem de autoconhecimento, a ideia é que elas causem boas sensações nas pessoas, que possam despertar bons sentimentos, afinal, a arte muda a vida das pessoas”, finalizou.

Redação Página 1

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