Em Castro, Bolsonaro discursa para apoiadores em tom de campanha

Em Castro, Bolsonaro discursa para apoiadores em tom de campanha

Luana Dias

O presidente da República, Jair Bolsonaro, chegou a Castro na tarde desta sexta-feira (5), para a visita que estava sendo articulada há meses pela deputada federal Aline Sleutjes, e que ganhou do Planalto o nome de ‘Anúncios do Governo Federal ao Estado do Paraná’.

No município o político foi recepcionado por diversos apoiadores, na presença dos quais participou de um evento no Parque de Exposições Dario Macedo, na Cidade do Leite. Durante seu discurso, precedido pela fala de integrantes de sua comitiva e do presidente da Cooperativa Castrolanda, Bolsonaro usou discurso típico de campanha eleitoral, apesar de afirmar que não se declara candidato à presidência, para as Eleições Gerais de 2022.

Em sua fala, o presidente abordou diversos temas, como a pandemia do coronavírus, que já tirou a vida de mais de 600 mil brasileiros e continua a fazer vítimas no país, e afirmou: “nós fizemos o que foi possível”. Em tom de deboche, também afirmou que deseja que a Covid-19 não mate Adélio Bispo, ao referir-se a reabertura do processo que irá investigar a facada, sofrida por ele, em 2019.

Em Castro, Jair Bolsonaro também falou sobre algumas das riquezas do Brasil e afirmou que o Agronegócio é uma das potências econômicas do país. Segundo ele, o setor vai bem porque não vem sendo freado pela atuação do governo. “Porque nosso trabalho é não atrapalhar voces”, destacou.

O presidente também relatou que houve redução de 80% na aplicação de multas, nas atividades do agronegócio em geral, durante seu governo, e que no período, ninguém acordou com a preocupação de que sua propriedade estivesse sendo demarcada como terra indígena.

Em um momento crítico para a economia brasileira, Bolsonaro também afirmou que o responsável pela atual alta da inflação, do preço da gasolina e dos gêneros alimentícios é o movimento ‘fique em casa’, que ganhou força durante o período em que a pandemia fazia um número maior de vítimas diariamente em todo mundo. Na época, muitos profissionais de saúde orientavam a população a fazer o máximo de atividades, incluindo o próprio trabalho, quando possível, de casa, para evitar aglomerações e proliferação ainda mais significativa do vírus.

Foto: Divulgação / Israel Kaé

Redação Página 1

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