Asfalto no Socavão: Obra parada atrasa perspectivas dos moradores

Asfalto no Socavão: Obra parada atrasa perspectivas dos moradores

Luana Dias

Enquanto não termina e não é liberada para uso da população, a obra de ampliação do asfalto que liga o distrito do Socavão a área urbana de Castro e que está parada há cerca de 20 dias, tem deixado a vinda dos moradores à cidade mais demorada e mais cara. Foi o que contou à reportagem a moradora do distrito, Iraci Guera Leal. Segundo ela, sem dar explicações, a empresa licitada para asfaltar os seis quilômetros de estrada (obra em execução desde o mês de novembro), retirou as máquinas do local e interditou o trecho em obras.

“O problema é que enquanto a obra não termina, temos que usar um desvio de cerca de 20 quilômetros, de estrada de chão, para ir e vir da cidade. Além de demorar muito mais, a viagem tem ficado muito mais cara, com o preço dos combustíveis nas alturas”, destacou a entrevistada, mencionando ainda a movimentação continua de caminhões pesados na região, devido as atividades de mineradoras e da retirada de madeira, o que torna o tráfego mais lento, sobretudo, em dias chuvosos, quando muitos acabam encalhados, impedindo a passagem de quaisquer outros veículos.

A reportagem não conseguiu contato com a prefeitura de Castro e nem com a empresa Antônio Moro & Cia Ltda, licitada pelo município no ano passado para executar a obra. Mas, segundo informações às quais a assessoria da deputada Aline Sleutjes (responsável pelo alcance dos recursos investidos) teve acesso, os serviços foram interrompidos porque a obra está adiantada. Como a liberação dos recursos destinados a esse trecho de asfalto ocorre conforme cada etapa vai sendo concluída, e após acompanhamento e aprovação do setor de engenharia da empresa responsável, foi necessário paralisar a obra, para que essas demandas fossem devidamente atendidas.

A interdição do trecho em obras, o que obriga os moradores e trabalhadores que usam a estrada a utilizarem o desvio, é a medida que garante que a parte já asfaltada da estrada não seja danificada, segundo a empresa. Porém, não houve comunicado por parte da mesma sobre o prazo para a retomada dos serviços.

Obra e recursos

O dinheiro investido nessa parte da obra é proveniente de emenda parlamentar, no valor de R$ 10.223.499,57, destinada pela deputada federal Aline Sleutjes em 2019. O valor é para ser empregado na pavimentação de cerca de seis quilômetros, dos 13 para os quais ainda falta pavimento na rodovia.

A homologação da licitação para a execução da obra, no entanto, só foi publicada no Diário Oficial Eletrônico da Prefeitura de Castro em novembro do ano passado. A concorrência pública foi vencida pela empresa Antônio Moro & Cia Ltda, para quem o município deve pagar o valor total de R$ 9.786.434,79, o que corresponde a contrapartida de 5% no projeto. O prazo para execução dos serviços é de até 240 dias corridos, contados a partir da emissão da Ordem de Serviços. Já o prazo de vigência do contrato é de 270 dias, a contar da sua assinatura.

Redação Página 1

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