Investigação aponta tortura contra homem de 59 anos após perseguição no Centro de Palmeira

Vítima teria sido perseguida e agredida por cerca de cinco minutos; homem sofreu fratura exposta, passou por três cirurgias e ficou afastado do trabalho

Da Redação

Palmeira – Homem de 59 anos foi vítima de uma sequência de agressões durante a madrugada de 22 de agosto, no Centro de Palmeira, nos Campos Gerais. A investigação conduzida pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu que ele teria sido perseguido por um jovem de 18 anos, alcançado em uma das ruas da região central e submetido a violência física durante aproximadamente cinco minutos.

O caso foi tratado pela 40ª Delegacia Regional de Polícia de Palmeira como possível crime de tortura. Com a conclusão do inquérito, o jovem foi indiciado por esse delito, com agravante relacionada à lesão corporal de natureza grave.

A apuração aponta que a perseguição começou enquanto o homem caminhava por uma via pública. O investigado teria acompanhado a vítima por diferentes ruas até conseguir alcançá-la. Depois de derrubá-la, teria iniciado as agressões, que prosseguiram de forma contínua.

O homem sofreu uma fratura exposta no braço, além de ferimentos e escoriações no rosto. A gravidade das lesões exigiu três cirurgias corretivas. Um atestado médico anexado ao procedimento indica que a vítima permaneceu afastada de suas atividades profissionais por 90 dias.

Suposta tentativa de obter confissão

Um dos pontos centrais da investigação foi a finalidade atribuída à violência. A Polícia Civil concluiu que as agressões teriam sido utilizadas para tentar obrigar a vítima a admitir a prática de um suposto ato ilícito ocorrido anteriormente.

Durante a apuração, porém, não foi localizado registro policial que desse sustentação à acusação que teria motivado a abordagem e as agressões.

A reconstrução dos acontecimentos contou com imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades. Os registros ajudaram os investigadores a acompanhar o deslocamento da vítima e do suspeito e a analisar a sequência dos atos de violência.

Também foram colhidos depoimentos da vítima, de familiares do investigado e do próprio jovem, que foi identificado e interrogado no decorrer do inquérito.

Inquérito será encaminhado ao MP e à Justiça

Com os elementos reunidos, a autoridade policial entendeu haver indícios de que a violência teria sido praticada com uma finalidade específica de obter uma confissão, enquadrando o caso na Lei nº 9.455/1997, que trata dos crimes de tortura.

O indiciamento, no entanto, representa a conclusão da investigação policial e não uma condenação. A análise da responsabilidade criminal caberá às instâncias competentes, a partir do encaminhamento do procedimento ao Ministério Público do Paraná e ao Poder Judiciário.

Com o relatório finalizado, o inquérito deixa a esfera da investigação policial e passa para as etapas seguintes previstas no processo penal.

Participe do grupo no WhatsApp do PáginaUm News e receba as principais notícias dos campos gerais direto na palma da sua mão.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.