Exclusivo: Em sete anos Paraná deixou de arrecadar quase nove milhões de reais, dos veículos registrados em Castro

Exclusivo: Em sete anos Paraná deixou de arrecadar quase nove milhões de reais, dos veículos registrados em Castro

Luana Dias

Em sete anos aumentou em 12% a inadimplência relacionada a quitação do Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), na cidade de Castro. Entre os anos de 2014 e 2021 o Paraná deixou de arrecadar quase nove milhões de reais (R$ 8.924,864), devido a não quitação do valor correspondente ao imposto. Vale destacar que metade de todo valor arrecadado pelo Estado, por meio do IPVA, retorna para os municípios, conforme origem dos veículos.

O ano de 2021 foi o que teve o maior número de inadimplentes. Dos R$ 21.988.659,15 que deveriam ter sido recolhidos através do IPVA, um total de R$ 3.443.924,85 deixou de ser pago pelo contribuinte, o que corresponde a 15,7% de inadimplência, considerando os 25.510 veículos registrados na cidade. O imposto de 7.465 veículos deixou de ser pago durante o ano, ou seja, 29,3% dos donos de veículos deixaram de recolher o valor do IPVA ao longo do ano de 2021 em Castro.

Dados da Receita Estadual de Ponta Grossa mostram que, apesar de ter aumentado significativamente nos últimos dois anos, o índice de inadimplência aumentou em proporção menor que o aumento do número de carros registrados no município. Por exemplo, em 2014 Castro tinha 21.844 veículos pagantes de IPVA, e em 2021 tem 25.510. Em percentual, o número de veículos cresceu 14.37%. Já o percentual de inadimplência em 2014 era de 10% e em 2021 chegou a mais de 15%, ou seja, aumento na casa dos 5%.

Valor e isenção no Paraná

Para veículos registrados no Estado do Paraná, a alíquota de pagamento do IPVA é de 3,5%, ou seja, o contribuinte recolhe 3,5% do valor de mercado do veículo todos os anos, para quitar o Imposto sobre Propriedade de Veículo Automotor. No Estado, veículos que tem 20 anos ou mais de fabricação são isentos do IPVA. A isenção é sempre determinada pelo tempo de fabricação do automóvel, e varia de acordo com a região onde o veículo está registrado.

Crédito foto: AEN

Redação Página 1

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