Cinco empresas não respondem a chamado e força-tarefa avança contra excesso de cabos em Castro
Trabalho chegou ao cruzamento das ruas Doutor Jorge Xavier da Silva e Major Otávio Novaes no segundo dia
Emerson Teixeira
Castro – A retirada e organização do cabeamento instalado nos postes de Castro entrou no segundo dia de trabalho nesta quarta-feira (12) e avança pela região central da cidade. As equipes atuam inicialmente na Rua Doutor Jorge Xavier da Silva, onde o serviço chegou ao cruzamento com a Rua Major Otávio Novaes.
A operação reúne equipes da Companhia Paranaense de Energia (Copel), das empresas de internet e do município e tem como foco a reorganização dos fios instalados nos postes, com retirada daqueles que não estão mais em uso e adequação da estrutura existente.
Em entrevista ao Página Um News, o gerente de Trabalho e Emprego da Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Júlio César Rodrigues Debetio, informou que 14 empresas foram procuradas para participar da regularização da rede. Cinco delas, porém, ainda não responderam aos contatos feitos pelo município.
“Estamos ligando e cobrando as empresas, mas não tivemos retorno”, afirmou Júlio. A falta de resposta deve ser analisada pelo setor jurídico da Prefeitura de Castro. Conforme o gerente, a administração verifica quais medidas poderão ser adotadas em relação às empresas que não atenderam aos chamados.

Trabalho começa pelo Centro Histórico
As empresas que mantêm operações ativas estão acompanhando as equipes durante a execução do serviço. O planejamento inicial prevê que os trabalhos avancem pela Rua Doutor Jorge Xavier da Silva até o semáforo, seguindo depois pelas vias do entorno.
A previsão é alcançar a rua Coronel Olegário de Macedo, avançar pela Rua Rosário e chegar até a ponte da Prainha. A escolha do Centro Histórico como ponto de partida busca concentrar a primeira etapa em uma das áreas de preservação da cidade.
Júlio ressalta, porém, que a operação não ficará restrita à região central. “Toda a cidade será atendida”, explicou.
A força-tarefa envolve as secretarias municipais de Indústria, Comércio e Turismo, de Governo e de Administração, em conjunto com a Copel e as empresas responsáveis pelos cabos instalados na rede.

Segurança e organização da rede
A quantidade de fios acumulados nos postes é um problema que vai além da questão visual. Em determinados pontos, cabos sem utilização ou instalados de maneira desordenada podem ocupar espaço nas estruturas, dificultar intervenções e aumentar os riscos relacionados à manutenção da rede.
Para o gerente, a reorganização também pode melhorar a circulação nas calçadas e reduzir situações de insegurança provocadas por cabos que eventualmente ficam baixos ou soltos.
Entre os resultados esperados estão a melhoria da aparência urbana, maior segurança para pedestres, melhor organização das instalações das empresas e redução de custos relacionados à implantação de novos cabeamentos. A operação também deve facilitar o trabalho de manutenção nos postes da Copel.