Atleta piraiense faz vaquinha para ir ao Campeonato Mundial Universitário de Orientação na Suíça

Atleta piraiense faz vaquinha para ir ao Campeonato Mundial Universitário de Orientação na Suíça

Matheus de Lara

Piraí do Sul – O atleta piraiense Emanuel da Silva Ferreira, que se destaca nas competições de orientações – esporte do mapa e da bússola, dentro do meio militar – vai representar o Brasil no Campeonato Mundial Universitário de Orientação, entre os dias 15 e 22 de agosto, na Suíça. Para ajudar nas despesas da viagem, Emanuel abriu nesse mês de julho uma vaquinha online, com a intenção de arrecadar R$ 8 mil. O link de acesso é www.vakinha.com.br/vaquinha/rifa-mundial

Além da vaquinha, a Confederação Brasileira de Orientação (CBO) está ajudando com R$ 3 mil para a passagem. Na Suíça as despesas serão custeadas pela Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU). Segundo Emanuel, disse que a passagem está custando R$ 9 mil, e que é necessário arrecadar valores para quitar os gastos e poder focar apenas nos treinos. O atleta também está fazendo uma rifa de 200 números, com prêmio em 1° lugar de um relógio importado, e em 2° lugar de um kit de cosmético.

A reportagem do Página Um News conversou com Emanuel. O atleta contou que a preocupação com o dinheiro é constante. “Pretendo arrecadar um valor que me ajude na viagem e eu possa focar totalmente na prova”. O atleta também apontou que o foco em participar da competição aumentou muito. “Essa é a primeira vez que uma equipe brasileira vai para esse campeonato. Estamos fazendo história e eu sou parte de tudo isso”, descreve.

Competição Nacional

Quando competiu em novembro de 2021 no Campeonato Brasileiro de Orientação, no Ceará, Emanuel ficou em 10° lugar no percurso longo, em 20º lugar no percurso médio e no percurso sprint, no oitavo lugar. Segundo ele, a competição no estado cearense, foi mais uma prova que somou pontos para o Ranking Nacional Sprint, RNS, ajudando na conquista da vaga para o mundial.

Emanuel apontou que as categorias no mundial são semelhantes no mundo todo, fato que a orientação está caminhando para se tornar esporte olímpico. “Estarei competindo com atletas da elite mundial, oriundos de países em que a orientação é o esporte nacional, sendo o maior desafio que vou enfrentar na minha carreira de atleta até o momento”, disse.

Sobre como vai funcionar o campeonato em diversas categorias, enfatizou que ainda não recebeu a informação final da inscrição, que está a cargo da CBDU. “Toda a equipe está preparada para enfrentar a elite, no meu caso, atletas da categoria H21E (homens, com 21 anos ou mais)”, lembra Emanuel.

Quando o piraiense recebeu o convite para participar do Mundial, disse que foi uma felicidade indescritível. “Um sonho que eu vinha perseguindo há anos. Já tentei vaga em outras seletivas, mas sempre são poucas vagas e eu estava me aproximando cada vez mais do objetivo, e nunca desisti. Passei a treinar três vezes por dia, o que me ajudou muito a conquistar esse sonho. Fiquei feliz por saber que há dezenas de pessoas torcendo por mim, me ajudando, mandando mensagens e compartilhando esse momento em suas redes sociais. Vou levar comigo, para as provas na Suíça, um pouquinho de cada um”.

Emanuel lembra que o Brasil precisa de um bom resultado, uma vaga no pódio, e espera conseguir o resultado junto com sua equipe. Treinando de manhã, tarde e noite, o atleta foca nos mapas internacionais, já que a equipe vai enfrentar um terreno diferente do que se encontra no Brasil.

Sobre o atleta

Emanuel é soldado do 13° Batalhão de Infantaria Blindado de Ponta Grossa. O atleta entrou para o esporte com 14 anos, em uma pista de treino. Ele conquistou diversos campeonatos: Sul-americano, Brasileiros, Paranaenses, Copa Sul, até ser convocado para a Confederação Desportiva do Exército (CDE), para compor o time de Elite do Exército Brasileiro (H21E).

A orientação tem dezenas de categorias que se classificam em masculinas e femininas, com percursos à escolha do atleta. Seja Sprint, orientação em velocidade, em percurso curto, geralmente em parques/bairros, ou em floresta, onde há o percurso longo e o percurso médio.

Emanuel se interessou no esporte de orientação, depois que seu pai entrou para competir em uma etapa que teve em Ponta Grossa do Campeonato Paranaense em 2014. “Ele falou para mim e para meu irmão do meio que se fosse bem nesta competição, iria nos colocar participar também, e chegou em segundo lugar na categoria. Neste evento ele largou eu e meu irmão juntos, foi quando me apaixonei pela orientação”, finaliza.

Redação Página 1

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