AMCG e certificadora Cdial Halal assinam protocolo de intenções nesta quarta-feira

AMCG e certificadora Cdial Halal assinam protocolo de intenções nesta quarta-feira

*Luana Dias

A Associação dos Municípios dos Campos Gerais (AMCG) e o CEO da Cdial Halal (uma das certificadoras da América Latina), Ali Saifi, irão se reunir em Ponta Grossa nesta quarta-feira (8), com os representantes dos municípios que integram a região. A proposta do encontro é a apresentação das novas oportunidades de negócios voltados ao mercado.

Na ocasião, será assinado um protocolo de intenções entre a Cdial Halal e a AMCG, junto aos 19 municípios que compõem a Associação, voltado ao desenvolvimento de ações com os estabelecimentos a fim de capacitá-los para atender às exigências halal.

As primeiras tratativas entre a Cdial e a AMCG ocorreram durante a viagem da comitiva paranaense a Dubai no mês de outubro e, na ocasião, foram iniciadas as conversas quanto às possibilidades de novos negócios para os municípios da região voltados aos países de origem árabe e muçulmana.

A região da Associação dos Municípios dos Campos Gerais abrange 19 municípios da região Leste do Paraná, que fazem parte do maior cinturão agropecuário do Estado. Entre os destaques, produtos como leite, soja, trigo, tomate, mel, madeira, tabaco e melancia.

Potencial halal

O Brasil já é o maior exportador de proteína animal do mundo e com grandes possibilidades de expansão na comunidade muçulmana. “O Brasil é exemplo de bem-estar animal e tem o Paraná como um importante parceiro e fornecedor de produtos halal para os países muçulmanos, mas ainda temos muitas oportunidades de ampliar esses negócios. Por isso a região de Campos Gerais tem enorme potencial para atender a este público e entrar com força no mercado halal, que apresenta crescimento ano a ano. Além disso, trata-se de uma região com localização estratégia pela proximidade com o Porto de Paranaguá”, comenta Saifi. A expectativa é de que, até 2024, o mercado halal movimente em torno de US$ 3,2 trilhões”.

Agronegócio Paranaense

O agronegócio paranaense representa 34% do PIB do Paraná, quase 26% do PIB do Brasil. O agronegócio representa 80,3% das exportações do Paraná. O Estado abate hoje quase 34% dos frangos do Brasil, num ritmo de mais de dois bilhões de cabeças por ano. A produção de peixes de cultivo também cresce a taxas de 10% ao ano, assim como a área de cereais.

Exportações Paraná

O Paraná tem uma importante representatividade na produção e exportações do agronegócio, sobretudo no segmento de proteína animal. Segundo dados do Comexstat, de janeiro a novembro de 2021, o Paraná gerou receita de exportação de US$ 14.488 bilhões, o que representa uma alta de 6,87% em relação ao mesmo período de 2020. O principal produto exportado foi a soja, com 25%, seguido do frango e suas miudezas, responsável por 14% das exportações do Estado.

De acordo com dados do governo paranaense, o estado tem uma das maiores expertises do Brasil no sistema, com apoio da Cdial. Atualmente, segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), são 31 plantas habilitadas para abate de frango com o método produtivo que respeita as crenças do consumidor muçulmano.

Sobre a certificação halal

A certificação Halal atesta a qualidade da produção, da confiabilidade, da rastreabilidade e do cumprimento dos requisitos de segurança em todo o seu processo. Abrange desde a matéria-prima, todo o processo de produção, higienização, rastreabilidade, armazenagem e transporte. Pode ser aplicada a qualquer categoria de empresa, por exemplo, pecuária, agricultura, serviços de alimentação (hotéis e restaurantes), transporte, têxtil, indústria química e bioquímica, embalagens, cosméticos, produtos de origem animal perecível ou de longa vida, transporte e armazenagem, dentre outros.

Foto: Ali Saifi, CEO da Cdial Halal / Crédito: Cristian Rizzi

*Com Assessoria

Redação Página 1

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