Defesa de empresário indiciado por homicídio em Ponta Grossa nega envolvimento e fala em extorsão
Advogado de Oseias Gomes afirma que cliente foi vítima de criminosos; Polícia Civil aponta empresário como mandante intelectual da morte ocorrida em 2022
Da Redação
Ponta Grossa – A defesa do empresário Oseias Gomes, CEO da empresa Odonto Excellence, se manifestou nesta quinta-feira (14) sobre o indiciamento dele por homicídio qualificado em Ponta Grossa. Em nota assinada pelo advogado Claudio Dalledone Junior, a defesa nega que o empresário tenha sido mandante do assassinato de José Claiton Leal Machado, ocorrido em abril de 2022, e afirma que o cliente foi vítima de extorsão.
O indiciamento foi confirmado pela Polícia Civil do Paraná na quarta-feira (13), após a conclusão de mais uma etapa das investigações. Segundo o inquérito policial, Oseias Gomes foi apontado como mandante intelectual e financiador do crime, com base em elementos probatórios reunidos ao longo da investigação.
Em nota enviada à imprensa, a defesa contestou a versão apresentada pela Polícia Civil e afirmou que os autos do processo trazem uma narrativa diferente da que vem sendo divulgada publicamente.
“O escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa de Oséias Gomes, informa que a narrativa nos autos do processo é nitidamente contrária ao que está sendo ventilado. Oséias foi vítima de criminosos, que estavam lhe extorquindo e visavam ganhos financeiros eternos”, declarou a defesa.
O advogado Claudio Dalledone Junior também afirmou que o empresário não teria motivação para encomendar o crime. “Oseias é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima. Isso é um absurdo”, afirmou o advogado.
Ainda conforme a nota, a defesa sustenta que o caso envolve uma suposta trama criminosa que, segundo eles, será esclarecida futuramente. “Trata-se de uma grande trama que será desvelada em breve”, acrescentou a defesa.
Investigação da Polícia Civil
De acordo com a Polícia Civil, o indiciamento é resultado de uma progressão investigativa baseada em inquéritos anteriores, que já haviam identificado e responsabilizado executores e colaboradores do homicídio.
O executor direto do crime já foi indiciado e condenado judicialmente. Outros suspeitos apontados pela investigação foram pronunciados pela Justiça e aguardam julgamento de recursos em liberdade.
As investigações também identificaram Paulo Santos da Silva, conhecido como “Pastor Paulo”, como coordenador do crime. Segundo a Polícia Civil, ele foi indiciado e pronunciado, mas atualmente é considerado foragido.
O caso segue em tramitação no Poder Judiciário.
Confira também
Acidente entre motocicleta e caminhonete mobiliza equipes de resgate em Ponta Grossa