Mesmo com medida cautelar trabalhadores da Via Nova continuam sem salários em Carambeí

Mesmo com medida cautelar trabalhadores da Via Nova continuam sem salários em Carambeí

Cleucimara Santiago

Carambeí – Nesta quinta-feira (25), completa 21 dias que os trabalhadores da empresa Via Nova que prestam serviços a prefeitura de Carambeí estão sem receber seus salários. Após tentativas frustradas de acordo entre a prefeitura e a empresa, o Siemaco (Sindicato dos Empregados de Asseio, Conservação, Limpeza Urbana, Ambiental, Áreas Verdes, Vias Rodoferroviárias e Similares de Ponta Grossa e Região) entrou com medida de tutela provisória de natureza cautelar e teve o pedido deferido pelo Juiz do Trabalho Substituto de Castro, Paulo Possebon de Freitas para garantir o pagamento dos trabalhadores. O juiz acatou o pedido do sindicato que representa os trabalhadores e determinou que o município de Carambeí e a Câmara Municipal de Carambeí, se abstenham de pagar diretamente à empregadora Via Nova Administradora de Serviços, valores a ela devidos, decorrentes dos contratos firmados com os referidos entes públicos, limitados ao valor atribuído à inicial (R$83.936,94), deverão ficar à disposição para futuro pagamento aos empregados/substituídos. Porém, a prefeitura ainda não efetuou o pagamento e prestadores de serviço encontram-se em dificuldades financeiras, “tem mulheres aqui que estão em situação mais crítica” conta uma trabalhadora. “Nossas contas estão atrasadas e correndo juros” fala outra. Para se manter tem ainda trabalhadores que estão dependo da ajuda de terceiros para conseguir uma cesta básica e até gás de cozinha.
Sobre o assunto o Siemaco declarou que está aguardando o prazo que o juiz determinou para que a empresa, prefeitura e câmara se manifestem a respeito da decisão cautelar.
Procuramos a prefeitura de Carambeí, a prefeita Elisangela Cardoso disse que estava cumprindo agenda de compromissos em Curitiba, mas que iria se inteirar e dar um retorno mais tarde.
A assessoria de imprensa da prefeitura de Carambeí declarou que está sendo elaborando um material e divulgará mais tarde, mas, adiantou, “porém neste momento a única coisa que a prefeitura fez foi disponibilizar o valor apresentando uma planilha do que a gente levantou e que tem comprovação por parte da empresa para que em seguida, o juiz possa analisar e refazemos o repasse dos recursos, provavelmente para uma conta judicial que repassará ao sindicato, e o sindicato aos trabalhadores”.

Foto: Arquivo Siemaco

Redação Página 1

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