Zona livre de febre aftosa é festejada

Zona livre de febre aftosa é festejada

Da Assessoria

A febre aftosa, apesar de não apresentar riscos para a saúde humana, é uma das doenças animais mais contagiosas e causa grandes perdas econômicas aos pecuaristas. Trata-se de uma enfermidade infecciosa aguda que causa febre, seguida pelo aparecimento de vesículas (aftas), principalmente na boca e nos pés de animais de casco fendido, como bovinos, ovinos, caprinos, suínos e todos ruminantes selvagens.

Na quinta-feira (27 de maio), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou o reconhecimento de novas zonas livres de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). E o estado do Paraná foi uma dessas regiões reconhecidas pela OIE.

A confiança da Organização é uma prova do elevado padrão sanitário do país, que se estenderá nas conquistas comerciais.
A presidente da Comissão da Agricultura, deputada federal Aline Sleutjes, prestigiou o evento oficial do Governo do Paraná e ressaltou o trabalho de longo prazo e a importância desta conquista. A parlamentar em seu discurso relembrou os desafios e dificuldades enfrentados desde 1970 até a conquista do reconhecimento pela OIE hoje. “Quando eu comecei meus trabalhos com o agro, era reconhecida em Brasília pela referência do Paraná, no decorrer dos trabalhos, ganhei corpo como membro da diretoria da FPA , vice-líder do governo do Congresso e hoje presidente da Comissão da Agricultura e passei a contribuir ainda mais com a sociedade agrícola nacional. Tenho a certeza que nós estamos nesta solenidade reconhecendo os feitos, as lutas, a dedicação, o choro e o sofrimento de centenas de pessoas que se envolveram para que pudéssemos comemorar esse dia”, disse Sleutjes.

O Paraná é o maior produtor e exportador de proteína animal do País, com liderança em avicultura e piscicultura. Este reconhecimento internacional ajudará a abrir ainda mais mercados para a carne paranaense e outros produtos de origem animal, lácteos com a possibilidade de comercialização a países que pagam melhor pelo nosso produto, como Japão, Coreia do Sul e México etc.

“Teremos grandes oportunidades para o setor de lácteos, gerando mais emprego, renda, exportações, com este reconhecimento internacional, criando otimismo ao setor que é motor da economia brasileira! São 44 milhões de cabeça de gado em terras livres de febre aftosa, e o Paraná corresponde a 20% desse rebanho”. Ressaltou a Presidente da Comissão de Agricultura, Aline Sleutjes que parabenizou todas as cooperativas do Paraná, através da OCEPAR que é uma referência para o país.

A parlamentar registrou a honra de representar a Agricultura do Brasil no Congresso Nacional, após 20 anos de muita luta para chegar lá. “Num momento de pandemia, o agro brasileiro não se acovardou e não ficou em casa, trabalhou de sol a sol e não deixou faltar um grão de feijão sequer no prato do brasileiro. Comemoramos hoje a quantidade, a qualidade, o monitoramento e a excelência do alimento produzido no Paraná e no Brasil.

Agora podemos pensar em novos sonhos, novos desafios, vencemos uma grande etapa e podemos projetar um futuro brilhante. Contem com minha força e meu trabalho em Brasília como presidente da Comissão de Agricultura e vice-líder do Congresso”.

A Ministra Tereza Cristina, comemorou e declarou que: “Isto é um marco de uma nova era, comemoramos hoje, mas seguimos trabalhando para que seja uma conquista sem precedentes da defesa sanitária no Brasil”, complementou afirmando que “o reconhecimento da OIE significa confirmar o elevado padrão sanitário da nossa pecuária e abre diversas possibilidades para que o Ministério da Agricultura trabalhe pelo alcance de novos mercados para a carne bovina e carne suína do Brasil, assim como pela ampliação dos tipos de produtos a serem exportados aos mercados que já temos acesso”.

Estiveram presentes, juntamente com a ministra Tereza Cristina e a deputada Aline Sleutjes, o governador Ratinho Junior, vice-governador Piana, secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento Norberto Ortigara, o ex-Ministro da Agricultura, indicado ao Prêmio Nobel 2021, Alysson Paolinelli, Ocepar, entidades do Agro, deputados estaduais, presidente da FPA entre outras autoridades.

Dia que marcará a história do Paraná, do Agro e do Brasil.

Redação Página 1

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