Chuva acima da média faz seca recuar em várias partes do Paraná

Os dados, divulgados quarta-feira (15), são do Monitor de Secas, estudo da Agência Nacional de Águas feito em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná

Da Assessoria

Paraná – Não há mais seca moderada no Paraná, e a seca fraca recuou no Centro-Sul do estado. Os dados, divulgados quarta-feira (15), são do Monitor de Secas, estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) feito em parceria com vários institutos, entre eles o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná.

A redução da intensidade e abrangência da seca no Paraná foi indicada pelo Monitor de Secas entre maio e junho de 2026. Em maio, predominavam áreas de seca fraca, com seca moderada concentrada principalmente no Oeste, Sudoeste e Sul do estado. Em junho, o mapa do estudo aponta que a seca fraca permanece no Paraná apenas no Leste, Campos Gerais, Sudoeste e parte do Oeste.

Essa melhora está associada às chuvas acima da média registradas durante junho em grande parte do Paraná, com excedentes que, em muitos municípios, variaram entre 40 e 120 mm, favorecendo a recuperação da umidade do solo, aponta o Simepar.

Várias frentes frias trouxeram chuva ao Paraná a partir do dia 10 de junho, e entre as 45 estações meteorológicas do Simepar, com mais de cinco anos de operação, apenas uma registrou volume de chuva abaixo da média histórica em junho de 2026: a que fica na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, teve 10,2 mm a menos do que o valor médio para o período.

Já municípios como Capanema, Cândido de Abreu, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Ponta Grossa, São Miguel do Iguaçu e Ubiratã tiveram volumes acumulados de chuva em junho de 2026 pelo menos 100 mm superiores ao volume médio histórico para junho.

Em Campo Mourão, o volume histórico de chuvas foi ultrapassado nos primeiros onze dias do mês. Outras oito cidades alcançaram o acumulado histórico de chuvas para junho em apenas 15 dias: Altônia, Apucarana, Cândido de Abreu, Cianorte, Jaguariaíva, Londrina, Ponta Grossa, e Umuarama.

O impacto da chuva também foi positivo na agricultura. O boletim Agroclimático do Simeagro, divulgado em maio, aponta que o milho segunda safra inicia o processo de colheita. As lavouras avançaram e estão 39% na frutificação e 61% em maturação. As condições das lavouras permanecem predominantemente favoráveis. O plantio do trigo da safra 2026/27 avançou para 98% da área prevista no estado. As lavouras apresentam bom potencial produtivo, com 99% classificadas como boas e 1% como médias.

Brasil

No Brasil, no mapa divulgado nesta quarta-feira (15), não há registro de seca extrema ou seca excepcional em nenhum estado. A seca grave está concentrada em uma pequena área a nordeste de São Paulo – que também teve recuo em comparação com o mapa de maio. A seca moderada é registrada em algumas áreas de Rondônia, ao oeste do Amazonas, e em várias áreas do Nordeste brasileiro e dos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

Já a seca fraca, além do Paraná, está espalhada por praticamente todos os estados brasileiros, com exceção apenas do Amapá e Mato Grosso, que não registram nenhum tipo de seca relativa no mapa de junho.

O Monitor

O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

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