Memorial coroa devoção à Santa Terezinha

Memorial coroa devoção à Santa Terezinha

Da Assessoria

O maior presente de aniversário da Capela Santa Terezinha, na colônia alemã Terra Nova, em Castro, foi entregue neste domingo (13). O memorial à padroeira da comunidade, sonhado em 2020 e tão aguardado, pode ser conhecido pelos moradores no final da manhã, depois da missa festiva e da bênção do padre Cristiano Marcos Rodrigues, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a quem a capela pertence. Como que em sinal de graça, a chuva deu uma trégua e a solenidade acabou realizada com toda a pompa e emoção, para alegria dos devotos.

Erguido na área verde em frente à igreja, o memorial teve sua posição milimetricamente estudada pelos idealizadores, de modo que a santa aparece ‘acenando’ a quem chega e a quem sai da capela. Está diretamente ‘olhando’ para a igreja. “Há uma sintonia muito grande entre ela e o Jesus dentro da igreja. Está em linha reta para o Santíssimo”, detalhou um dos responsáveis pela obra, Alexandre Hubert. Segundo o morador, o memorial é revestido com pedra natural para garantir maior durabilidade. A imagem de Santa Terezinha tem dois metros de altura, feita, primeiramente, em barro, depois colocada em uma forma de gesso. Foi preenchida com fibra de vidro e pintada com material usado em automóveis. “Queremos deixar para as pessoas do futuro. Por isso o uso das pedras naturais e de material bem resistente porque a imagem ficará exposta ao tempo”, acrescentou.

Alexandre Hubert contou que a devoção à Santa Terezinha existe desde a criação da capela, em 1937. “Em 33, chegaram os alemães, com um padre. Em 37, foi feito o fundamento da igreja. O padre alemão tinha trazido da Alemanha uma relíquia de Santa Terezinha, que tinha sido recém-canonizada e conquistou o coração dos alemães da época. Por isso foi escolhida padroeira da nova comunidade. Em 2018, quando veio o padre Cristiano, ele percebeu a devoção e o carinho das pessoas para com a santa. Gostou da área verde do entorno e nasceu a ideia do memorial. No futuro, queremos criar o Caminho de Santa Terezinha pelas árvores, algo mais medidativo”, adiantou. A imagem foi confeccionada pelo escultor pernambucano Diego Andrade, contatado no final de 2020. Os recursos para a obra foram levantados graças a doações da comunidade, por intermédio de mais de 20 leilões virtuais de bolos e de ofertas entregues às ‘crianças da estrela’, que saem, tradicionalmente, no dia 6 de janeiro, cantando pelas ruas e visitando as residências.

Desde que o padre Cristiano assumiu a paróquia, foi instituída na comunidade uma missa votiva de Santa Terezinha em todo o dia 1º. “Todo agradecimento ao padre Cristiano, que incentivou, motivou a todos. Sempre se precisa de alguém que idealize e incentive as pessoas”, enalteceu Hubert. De acordo com o padre, para a paróquia é muito importante toda a manifestação de fé. “Cada comunidade tem as suas características e aqui tem uma devoção muito especial à Santa Terezinha, a qual eu também aprendi a amar e a seguir os seus ensinamentos. É uma alegria muito grande fazer a bênção e a apresentação deste memorial, que é um símbolo desta comunidade, abrindo, assim, a comemoração dos 85 anos de construção da igreja. Uma igreja histórica, marcante para o povo da Terra Nova”, comentou padre Cristiano.

Joel de Jesus da Piedade, morador da comunidade e ministro extraordinário da Eucaristia, afirmou que a existência da capela é muito especial. “Aqui aprendi as coisas da Igreja, minhas professoras foram minhas catequistas e aprendi a participar da comunidade na capela. Fui ministro nove anos, fiquei afastado um tempo e agora voltei. Tudo o que vem acontecendo é sinal de crescimento da comunidade, de progresso do movimento de devoção à santa”, comemorou.

Relíquia

A primeira relíquia de Santa Terezinha chegou à comunidade em 1937, junto com os fundadores da colônia. Em 2008, depois de um arrombamento na capela, ela foi furtada. Em 2009, Alexandre Hubert que apesar de morar na Alemanha, mantinha estreito contato com os moradores da Terra Nova, tomou a iniciativa de escrever para o Carmelo de Liseux, na França, e relatar o ocorrido. No mesmo ano, as carmelitas entregaram a ele uma relíquia de primeiro grau: um pedaço de osso da santa. “Mais tarde, temos a intenção de fazer um nicho em vidro blindado dentro da igreja para guardá-la”, confidenciou.

Na colônia, há muitos relatos de pessoas que receberam graças, vivenciaram milagres no decorrer dos anos. “A maioria das pessoas não gosta de falar sobre isso. É uma experiência muito forte, muito pessoal. Elas se resguardam e guardam no coração as graças recebidas. Crianças, idosos, jovens….a devoção se estende pela região. Gente de Castro, Ponta Grossa, Carambeí estão sempre aqui nas nossas festas”, destacou.

Redação Página 1

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