Famílias celebram formatura da primeira turma do CRAFA em Castro

Projeto da Secretaria da Mulher e Inclusão ofereceu acolhimento, orientação e suporte para famílias de crianças com neurodivergência

Hurlan Jesus

Castro – A Secretaria Municipal da Mulher e Inclusão realizou a formatura da primeira turma do CRAFA — Centro de Referência no Acolhimento da Família Atípica —, projeto voltado ao acolhimento, orientação e fortalecimento de famílias de crianças com neurodivergência em Castro.

O encontro marcou o encerramento de um ciclo de acompanhamento realizado com os participantes, que ao longo das atividades receberam orientações sobre inclusão, comunicação familiar, autorregulação emocional e compreensão de comportamentos ligados ao autismo e outras neurodivergências.

Além da cerimônia de encerramento, as famílias receberam uma nécessaire com itens voltados à autorregulação das crianças, incluindo materiais utilizados durante o acompanhamento realizado pelo projeto.

Segundo a diretora de Inclusão, Fabiana Batista, a proposta foi levar ferramentas práticas para o cotidiano das famílias. “Nós vamos presentear essas famílias com essa nécessaire, que também tem a questão da sustentabilidade e alguns itens voltados para a autorregulação das crianças. Os pais poderão usar esses materiais em casa, principalmente em momentos de crise ou comportamentos interferentes, assim como trabalhamos durante esse período com eles”, explicou.

Os depoimentos das famílias participantes marcaram o evento e evidenciaram o impacto do projeto na rotina dos pais e responsáveis.

Para Ana Flávia Aparecida, o CRAFA ajudou a compreender melhor o universo do autismo e as necessidades das crianças. “Pra mim foi muito importante, porque eu não sabia da existência do CRAFA e não sabia como lidar com o autismo também. Aprendi muito. Aprendemos brincadeiras, aprendemos a decifrar o que é autismo, o que é birra, o que é crise. Então pra mim foi muito importante”, relatou.

Já Luiz Carlos da Cruz destacou o aprendizado proporcionado pelos profissionais envolvidos no projeto. “Abriu nossa mente porque muitas vezes nós não entendemos o que está passando no mundo das crianças. A gente contou com profissionais que interagiram conosco, abriram nossa mente e nos ensinaram como compreender e entender eles. Para mim foi um aprendizado muito grande”, afirmou.

A participante Larissa da Silva Nascimento definiu a experiência como transformadora para as famílias. “Ele é um divisor de águas na vida de cada pai e cada mãe que está aqui. A gente vem em busca de muitos aprendizados e, graças a Deus, foi gratificante participar desse trabalho da prefeitura”, destacou.

A secretária municipal da Mulher e Inclusão, Bianca Regina Rodrigues, ressaltou que o foco do CRAFA é fortalecer a inclusão dentro do ambiente familiar. “As famílias aprenderam como se comunicar e como entender os seus filhos no ambiente deles, na casa deles. Porque ninguém vive na clínica, ninguém vive na escola. A neurodivergência e a inclusão se fazem na família e dentro de casa”, afirmou.

O prefeito de Castro, Reinaldo Cardoso, também participou da cerimônia e destacou a importância do acolhimento às famílias atípicas. “Foi uma formatura muito especial porque é a primeira de um trabalho de acolhimento às famílias atípicas. Isso é fundamental porque a base principal do tratamento é a família”, declarou.

De acordo com a Secretaria da Mulher e Inclusão, o CRAFA busca fortalecer o vínculo entre famílias e crianças, promovendo acolhimento, escuta qualificada e estratégias que auxiliem no desenvolvimento e na inclusão social dos participantes.

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