Dom Sergio ordena novo sacerdote em Castro

Dom Sergio ordena novo sacerdote em Castro

Renato de Oliveira

Acolhidos por padre Donizete Luiz Ribeiro, Superior Geral dos Religiosos de Sion, sacerdotes, diáconos, seminaristas e comunidade de fiéis da paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Castro, dom Sergio Arthur Braschi presidiu na manhã de sábado (10), o Rito de Ordenação Presbiteral do diácono Cristiano de Almeida que recebeu na ocasião, o segundo grau do Sacramento da Ordem, o Presbiterado.

A cerimônia realizada na igreja do Rosário, agora praticamente restaurada após passar por reformas estruturais, principalmente no forro, foi marcada pela emoção e um misto de saudade. Alegria pela ordenação do então diácono Cristiano e tristeza pela morte de padre Faustino José Tonini, que também fora ordenado nesta mesma igreja, em fevereiro de 1975 e que fez sua Páscoa na quinta-feira (8), aos 78 anos, vitimado pela Covid-19.

Já durante o rito de ordenação presbiteral, o Superior Geral da Congregação dos padres de Sion, pediu a dom Sérgio, bispo diocesano de Ponta Grossa, que ordenasse o candidato. Aceita a proposta, o candidato manifestou publicamente, o propósito de exercer o seu múnus, obedecendo a vontade de Deus, da Igreja, a ordem de seus bispos e do Superior Geral de sua Congregação.

Seguiu-se então a Ladainha de Todos os Santos e Santas, onde o diácono Cristiano prostou-se com o rosto colado ao chão, num profundo gesto de abandono. Antes, durante sua homília, dom Sergio fez menção a Carta aos Hebreu, onde Deus escolheu Araão e mandou que Moisés o ungisse com o sacerdócio. Lembrou então que a primeira missa do padre Cristiano de Almeida, será neste domingo da Misericórdia. “Não fomos nós que escolhemos esta data para a sua ordenação, mas foi a Providência Divina”, destacou. Pela imposição das mãos do bispo dom Sergio e com a Prece de Ordenação, foi conferido ao eleito, o dom do Espírito Santo para o múnus de Presbítero, ato acompanhado de profunda piedade e silêncio pela comunidade.

Das mãos de sua mãe dona Rosangela Rudnick de Freitas e de seus familiares presentes no ato, Cristiano de Almeida recebeu e foi revestido da estola presbiteral e da casula, que são sinais de sua consagração a Deus e do ministério que abraça, na liturgia. O pai do diácono não pode estar presente, mas de acordo com o próprio sacerdote, estaria assistindo a ordenação, em Piçarras (SC), pelas redes sociais.

Depois de receber o óleo do Crisma, o recém-ordenado teve suas mãos atadas e cingidas com uma fita que na sequencia seria desatada agora por seus familiares, aos quais o novo sacerdote deu sua primeira benção sacerdotal.

Entrega do Pão e do Vinho

O Ordenado recebeu o pão e o vinho, gesto pelo qual se indica o múnus de presidir a Eucaristia e de seguir a Cristo Crucificado. Dom Sérgio saudou o neossacerdote, com o abraço da paz, em sinal de acolhimento, no Presbitério, seguido pelo abraço de todos os sacerdotes presentes, que procuraram obedecer as regras impostas pelas normas de Saúde Pública. Entretanto, em alguns momentos a emoção e a alegria foi maior.

A cerimônia retornou ao rito da Liturgia Eucarística, com a apresentação das oferendas e rito da Comunhão.

Já ao final da celebração de ordenação, o agora padre Cristiano de Almeida fez questão de agradecer a todos aqueles que tiveram participação durante sua caminhada para o sacerdócio, entre formadores, padres, seminaristas, familiares e outros. “Eterna é a sua Misericórdia”, foi o lema escolhido por padre Cristiano de Almeida, para a sua ordenação. De acordo com ele, sua vocação par o sacerdócio, teve influência há cerca de dez anos quando foi visitar uma comunidade religiosa de Sion, em São Paulo. “Ali fui encontrado novamente por Deus , no meio de uma ordenação como esta e ali experimentei a alegria de ser sacerdote, mas principalmente religioso, onde posso viver hoje, a fraternidade com meus irmãos”, ressaltou.

Esperança e alegria

Perguntado como é ser padre nos dias de hoje, o novo sacerdote destacou que é ser como Cristo. “Possivelmente, não somos como Ele, mas sofremos também com uma sociedade que tem falta de esperança, mas nós, padres, temos que renascer e levar todos os dias, a esperança aos corações feridos”, finalizou.

Redação Página 1

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