Dengue volta a preocupar: Verão é a estação mais propícia para o Aedes Aegypti

Dengue volta a preocupar: Verão é a estação mais propícia para o Aedes Aegypti

Luana Dias

Os ovos do mosquito transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya resistem a ausência de água por mais de um ano. Ou seja, período como o atual, de bastante umidade na região, torna-se cenário favorável para a eclosão até mesmo dos ovos que foram depositados no verão passado, já que com abundância de chuva, aumentam os criadouros do inseto, nos lixos descartados incorretamente, no armazenamento inadequado e em todas as formas de água parada. E por isso é tão importante que nesta época do ano a população redobre os cuidados e se dedique à missão de eliminar todos os possíveis criadouros do inseto, cujo vírus tem nos ovinhos invisíveis a olho nu, seu melhor dispersor. “Os principais criadouros são pneus, latas, vidros, garrafas, vasos de flores, pratos de vasos, caixas de água, tonéis, latões, cisternas, piscinas, tampinhas de garrafas, bebedouros de animais, entre outros. No caso dos pneus, recomenda-se guardar em local coberto e protegido da chuva”, explica Edivaldo Jorge Kogus, chefe da Vigilância Sanitária, da 3ª Regional de Saúde de Ponta Grossa.

O período também é favorável para o mosquito porque segundo estudos, em ambientes de temperaturas mais altas, ele pica mais pessoas e bota número maior de ovos. Além disso, o ciclo de desenvolvimento do inseto é curto. De acordo com o portal Fiocruz, o Aedes aegypti passa por quatro etapas até chegar a forma de mosquito: ovo, larva, pupa e forma adulta. Este ciclo varia de acordo com a temperatura, disponibilidade de alimentos e quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro. Em condições ambientais favoráveis, as fases de ovo à forma adulta podem ocorrer num intervalo de sete a 10 dias.

Conforme destaca Edivaldo Jorge, quando há conhecimento sobre possíveis criadouros do mosquito, o fato deve ser denunciado aos órgãos responsáveis pela fiscalização. “Denúncias sobre locais onde possam haver focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, recomenda-se que sejam feitas pelos sites das prefeituras municipais e/ou ouvidorias de saúde municipais, tendo em vista às restrições decorrentes da pandemia do coronavírus. Outra forma, como descrito acima, é a eliminação do criadouro do mosquito”, enfatiza.

Sintomas

O diagnóstico da dengue é clínico e/ou laboratorial, e deve ser feito por médico. “Normalmente, a primeira manifestação é a febre alta, de 39° a 40°C [início abrupto e geralmente com duração de dois a sete dias], acompanhada de dor de cabeça, dores musculares intensas, no corpo e articulações, prostração, falta de apetite e fraqueza, dor ao movimentar os olhos, erupção, manchas vermelhas e coceira na pele. Em alguns casos perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome, vômitos persistentes, acumulação de líquidos e sangramento de mucosa”, detalha o chefe da Vigilância Sanitária.

Segundo o profissional, se apresentar os sintomas, a pessoa não deve se automedicar. Ele recomenda que seja procurada a Unidade Municipal de Saúde (Posto) mais próxima de casa.

Números do ano passado

De acordo com informações da 3ª Regional, na sepidemiológica 31 a 51, ou seja, entre 1º de agosto e 25 de dezembro de 2021, foram notificados 45 casos no total, sendo que 15 deles foram considerados prováveis, e dois foram confirmados, um deles autócotone e outro importado.

Segundo explicou o chefe da Vigilância Sanitária, se não houver comprometimento da população com as medias para eliminação dos criadouros do mosquito, pode ser que neste ano haja aumento do número de casos de dengue. “É preciso conscientização da população para que haja uma mobilização coletiva no combate ao mosquito”, finaliza Edivaldo Jorge Kogus.

Redação Página 1

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