Castro deve ganhar nova Unidade de Conservação para proteger espécie ameaçada de extinção

Área voltada à preservação do mono-carvoeiro está entre os projetos ambientais em fase final de estudos no Paraná

Da Redação*

Castro está entre os municípios paranaenses que devem receber novas Unidades de Conservação estaduais nos próximos meses. A proposta mais avançada em análise pelo Instituto Água e Terra (IAT) prevê a criação da Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) dos Monos de Castro, voltada à preservação do muriqui-do-sul, também conhecido como mono-carvoeiro, primata ameaçado de extinção.

O anúncio ocorre no momento em que o Paraná amplia estudos para criação de cinco novas áreas protegidas em diferentes regiões do Estado. Juntas, elas somam mais de 13 mil hectares de áreas verdes destinadas à conservação ambiental.

Em Castro, a futura unidade deverá ocupar aproximadamente 6,2 mil hectares nos Campos Gerais. Segundo o IAT, o principal objetivo é preservar remanescentes naturais que servem de habitat para o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), espécie considerada criticamente ameaçada.

Os estudos técnicos para implantação da área já passaram pelas etapas de levantamentos ambientais e consultas públicas junto às comunidades envolvidas. Conforme o órgão ambiental, as reuniões realizadas entre janeiro e abril deste ano serviram para apresentação do projeto e coleta de sugestões da população local.

A expectativa é de que a oficialização da nova Unidade de Conservação ocorra ainda em 2026, por meio de decreto estadual.

De acordo com o Instituto Água e Terra, a ARIE dos Monos de Castro será enquadrada como unidade de uso sustentável. Na prática, isso significa que propriedades privadas e atividades econômicas poderão continuar existindo na região, desde que respeitem regras ambientais compatíveis com os objetivos de conservação.

Núcleo Cercado, em Palmeira, nos Campos Gerais. Foto: Mariane Felix da Rocha/IAT

O projeto integra uma estratégia estadual para ampliar áreas protegidas e contribuir com metas internacionais de preservação da biodiversidade. O chamado Marco Global da Biodiversidade prevê que países e governos subnacionais avancem na proteção de ao menos 30% dos biomas até 2030.

Segundo o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin, as novas unidades são consideradas estratégicas para conservação de espécies ameaçadas e manutenção de áreas naturais.

“Essas áreas são extremamente importantes, principalmente por abrigarem espécies que só habitam naqueles locais e, ao se tornarem patrimônio natural, jamais serão desmatadas ou degradadas”, afirmou.

Além de Castro, novas Unidades de Conservação estão previstas para municípios como Palmeira, Cerro Azul, Pontal do Paraná, Pinhão, Reserva do Iguaçu e Foz do Jordão.

Atualmente, o Paraná possui 74 Unidades de Conservação estaduais catalogadas pelo IAT, somando mais de 26,5 mil quilômetros quadrados de áreas protegidas.

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