PIX deve aprimorar o meio de pagamento instantâneo

PIX deve aprimorar o meio de pagamento instantâneo

Matheus de Lara

Começa a operar em todo o país na segunda-feira (16), a nova modalidade de pagamentos instantâneos e transferências no mercado, o PIX. Anunciado em fevereiro deste ano, o novo serviço criado pelo Banco Central promete democratizar e agilizar as transações financeiras. Desde o dia 3, já acontece a fase de operação restrita do PIX para alguns clientes.

De acordo com informações contidas no site do Banco Central, os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos. Essa modalidade além de ser inovadora, pode ser realizada a partir de uma conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga. O PIX tem como expectativa ser o grande substituto de DOCs e TEDs, com transferências podendo ser finalizadas em até 10 segundos.

Em conversa com a reportagem do Página Um News, a professora e economista Sara Pavarini, descreve o que as pessoas podem esperar do novo sistema de pagamento, e porque as transações devem ser baratas. “O PIX tem um excelente potencial para aprimorar as transações financeiras eletrônicas, tornar mais fácil, rápidas e baratas. A maioria das pessoas físicas que utilizarem o PIX para enviar e receber transferências não serão tarifadas. No caso das pessoas jurídicas, as instituições bancárias que detém a conta terão liberdade para determinar os modelos de tarifa (custo fixo ou percentual) e os valores, sendo assim, podemos ter uma concorrência no mercado a fim de apresentar as melhores condições para os clientes”, ressalta.

O PIX vai trazer agilidade e praticidade aos usuários. Além de apresentar rapidez em transações em pouco segundos, estará disponível 24 horas por sete dias da semana. Será fácil, gratuito para pessoa física, seguro e versátil para os pagamentos independente de tipo e valor da transação, entre pessoas, empresas e governo. A economista Sara, disse que o PIX não há necessidade de um aparelho físico, como é o caso de passar um cartão de débito. “A necessidade de equipamentos físicos e empresas intermediárias entre o pagador e o recebedor encarecem a transação, mas com o novo modelo deve agilizar e reduzir custos para as empresas”.

Ao ser potencial em pagamentos e transferências, o PIX tem agilidade para alavancar a competitividade e eficiência do mercado, baixar o custo, incentivar a eletronização do mercado de pagamentos de varejo e promover a inclusão financeira, além de preencher uma série de lacunas na cesta de instrumentos de pagamentos.

Para o economista, professor e perito em economia e finanças, Tiago Jazynski, o objetivo de inventar o PIX  se apoia ao fato de ser “uma excelente inovação que trará agilidade e praticidade aos usuários, e um custo de aceitação menor por sua estrutura ter menos intermediários”, conta. Destaca que o novo meio de pagamento instantâneo poderá ser utilizado por todos, sendo vantajoso para os clientes e para as empresas”. 

De acordo com Tiago, a economia deve ser aprimorada já no começo das transações. “Por ter um custo menor irá beneficiar tanto consumidores quanto as empresas que terão. Além de gerar uma competição muito maior no mercado de instituições financeiras, forçando o barateamento das taxas decorrentes de transações bancárias como TED, DOC e cartões de débito, a nova ferramenta pode ajudar a baixar preços nos setores de comércio e serviços”, esclarece.

O PIX não tem um valor mínimo e nem máximo para pagamentos e transferência, o qual a pessoa pode fazer a partir de R$ 0,01. Além disso, os benefícios da nova modalidade têm, principalmente aos pagadores, a praticidade do uso digital, para quem recebe na facilidade de automatização e conciliação de pagamentos e pelo ecossistema de ser competidor e grande potencial financeiro.

Sobre os serviços confirmados para o PIX, estão as transferências instantâneas entre contas, pagamento de contas, recolhimento de impostos e taxas de serviços, pagamento de compras online e saques na rede varejista esse que é válido a partir de 2021.

Tiago diz que o QR Code vai funcionar como forma de pagamento principalmente pela empresa. “Para fazer uma transferência pelo Pix poderá apenas ler o QR Code gerado pelo recebedor ou estabelecimento que vendeu o produto. A grande vantagem é que tudo será feito pelo celular, através de aplicativos dos bancos ou Fintechs”, conclui.

Para cadastrar no novo sistema é necessário previamente a chave PIX, onde irá substituir todos os dados que eram necessários para fazer uma transferência. Para isso será necessário o número de CPF, número do CNPJ, endereço de e-mail e número do telefone celular. 

Redação Página 1

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