Há dois meses na Europa: Alemão conta como tem sido a experiência de atuar novamente no futsal europeu

Há dois meses na Europa: Alemão conta como tem sido a experiência de atuar novamente no futsal europeu

Luana Dias

O atleta paranaense Vagner Rocha (Alemão), que está há quase dois meses morando na cidade de Castelfranco Veneto, na Itália, onde joga como fixo/ala no time de Futsal Giorgione, falou com a reportagem na quarta-feira (20). Alemão contou como está sendo a experiência de representar o time europeu, assim como sobre o seu trabalho de treinador nas categorias sub 17 feminino, e sub 15,13 e 7 masculino.

De acordo com o atleta, mesmo estando em um local bastante agradável da Itália, o primeiro mês serviu principalmente para ambientação, já que características como o clima, o idioma e o fuso horário fazem com que a rotina de trabalho seja drasticamente diferente da que ele estava acostumado aqui no Brasil.  “O primeiro mês praticamente foi um período de adaptação, com o ambiente e com a língua também, depois de quase 10 anos sem falar, a gente esquece um pouco, mas me adaptei ao lugar já, a região onde eu estou morando é boa, muito rica e organizada. Eu já morei em várias lugares da Itália, mas sem dúvida esse é um dos melhores, e a cada dia que passa a gente conhece mais pessoas e se adapta mais”, destacou.

Conforme explicou Alemão, a experiência de estar novamente trabalhando na Itália vem sendo bastante produtiva, porém, ficar longe de seus familiares tem sido um grande desafio. “Uma experiência de vida muito boa, mas a dificuldade maior é ficar longe da família, sobretudo, das minhas filhas e da minha esposa, assim como dos outros familiares, que estão todos aí no Brasil. Essa sem dúvida é a pior parte, somos muito ligados, e isso não está sendo nada fácil”, ressaltou.

Outro fator desafiador para o atleta e treinador é o clima. Na Europa está começando o período de temperaturas muito baixas, na Itália, por exemplo, o inverno começa em dezembro, mas de agora em diante a tendência é de queda brusca nas temperaturas. Isso, conforme descreveu Vagner, compromete o rendimento nas quadras e ainda deixa todos mais vulneráveis a doenças como gripes e resfriados. “Aqui no Norte da Itália é muito frio, isso atrapalha muito. Em novembro o frio chega forte e no final do mês já tem neve. Aqui em todo lugar que você vai tem aquecimento, mas quando você sai pega o frio, então sempre ocorre esse choque”, explicou.

Os obstáculos enfrentados pelo paranaense, no entanto, não o fizeram deixar de lado a intensão de permanecer na Europa por pelo menos mais uma temporada. Segundo Alemão, a ideia é ficar pelos próximos dois anos seguidos na Itália, e enquanto isso, ele e a família devem se organizar para definir se esposa e filhas também viajam para o outro continente, ou se ficam no Brasil mesmo. O atleta ainda registrou agradecimento por poder partilhar da saudade que sente de casa e da família. “Quero agradecer a vocês pela oportunidade e dizer que estou com muitas saudades da minha esposa Paola e das minhas filhas Gabrielly e Isabelly”, ressaltou.

Um futsal com características bem diferentes

Conforme o atleta explicou à reportagem, o futsal europeu se difere bastante do esporte praticado no Brasil, a começar pelo tamanho das quadras. Mesmo para ele, que já fez parte de equipes italianas anteriormente, o recomeço exige adequação.

“O futsal aqui é bem diferente daí em quase todos os sentidos, desde treinamentos até os jogos. Aqui como a maioria das quadras são pequenas, se torna muito intenso. Outro detalhe que muda bastante aqui são os horários de jogos, no Brasil somos acostumados a jogar a noite e aqui, por causa do frio, se joga de tarde”, finalizou.

Trajetória

Natural de Quedas do Iguaçu, Vagner Rocha joga futsal desde criança, mas seus primeiros passes para a iniciação na carreira profissional foram dados em Castro. Ele veio para a cidade junto de um amigo, em 1998, quando tinha 15 anos de idade. Por aqui ficou durante três anos e depois que saiu, participou de diversos outros times e em diferentes cidades, no Brasil e na Itália.

O atleta jogou em Santa Fé do Sul/São Paulo, em Pato Branco, Toledo, Guarapuava, em sua cidade natal, Quedas do Iguaçu, Ivaí, além dos times italianos pelos quais jogou profissionalmente. De volta ao Brasil, Alemão esteve novamente em Castro, onde foi o responsável por montar o time do Caramuru, que representou o município na Série Bronze do Paranaense.

Redação Página 1

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