Voluntária da Anfibro expõe necessidades de pacientes da fibromialgia que moram na região

Voluntária da Anfibro expõe necessidades de pacientes da fibromialgia que moram na região

Luana Dias

Adriane Scremin, que há 18 anos sente no próprio corpo o quão incômodas podem ser as dores causadas pela fibromialgia, agora eleita, pela Associação Nacional de Fibromiálgicos e Doenças Correlacionadas (Anfibro), como a representante da causa na região Sul do Paraná, luta para fazer com que a doença, suas causas, consequência e as dificuldades que os pacientes têm para acessar tratamento, sejam conhecidas. Ela aproveita o ensejo do Dia Mundial da Fibromialgia, celebrado em 12 de maio (última quinta-feira), para abordar o tema e para anunciar o trabalho de divulgação e de busca por apoio e visibilidade que a Anfibro inicia nos Campos Gerais, através de seu voluntariado.

“Precisamos falar mais sobre isso, sobretudo, porque muitas pessoas não sabem o que é fibromialgia, e inclusive, muitas pessoas que têm a doença não sabem e não têm acesso ao tratamento adequado. Trata-se de uma doença que pode ser até incapacitante, se não tiver o tratamento correto, e têm mais de 150 tipos de doenças que podem acompanhar a fibromialgia. É como se fosse um reumatismo, mas difícil de ser diagnosticada, e justamente por isso, muitos pacientes não são tratados corretamente”, explicou.

Assim como Adriane, todos os demais representantes da Anfibro são voluntários e lutam para que o maior número de cidades tenha condições de oferecer tratamento apropriado aos pacientes de fibromialgia. Em Ponta Grossa, por exemplo, onde ela mora, existe até uma lei que prevê melhorias no atendimento desse público, mas, conforme destaca ela, os pacientes acometidos pela doença não têm nenhum tipo de prioridade, para terem direito a consultas com médicos especialistas, ou qualquer outro diferencial em relação ao tratamento.

Com base nessas deficiências do sistema é que ela procura divulgar a doença e, sobretudo, as adversidades enfrentadas pelos pacientes, buscando, conforme descreve, chamar a atenção da saúde pública. “A prioridade é que tenhamos uma carteirinha, através da qual vamos poder comprovar a existência da doença e para conseguirmos, por exemplo, atendimento prioritário em situações como as de grandes filas, e, estamos lutando pela vinda de um centro de atendimento especializado para Ponta Grossa, com profissionais especialistas, porque o tratamento tem que ser multidisciplinar, mas para conseguirmos uma consulta com o reumatologista, por exemplo, esperamos até oito meses na fila, e o tratamento particular é muito caro, a maioria das pessoas não consegue pagar”, finaliza.

Redação Página 1

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