UTI do Hospital Anna Fiorillo conclui adequações e aguarda avaliação para retomar atendimentos

Unidade passou por reforma, recebeu novos equipamentos e realizou adequações apontadas pela Vigilância Sanitária

Hurlan Jesus

Castro – A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anna Fiorillo Menarim, em Castro, concluiu uma série de adequações estruturais e técnicas e agora aguarda avaliação das Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal para poder retomar os atendimentos.

As intervenções incluíram reforma da estrutura, pintura, aquisição de novos equipamentos e outras modificações necessárias para atender às exigências apontadas durante as vistorias. Também foram realizadas contratações para a retomada do serviço.

O prefeito de Castro, Reinaldo Cardoso, acompanhou a conclusão dos trabalhos ao lado do secretário municipal de Governo, Ricardo Cardoso Filho, e do presidente da Câmara Municipal, Gerson Sutil. Eles foram recebidos pelo diretor do Instituto Moriah, Édson Bispo. A instituição é responsável pela administração do hospital.

Segundo Reinaldo, a expectativa é de que a unidade volte a oferecer atendimento com uma estrutura renovada e adequada às exigências técnicas. “Uma UTI revitalizada, uma UTI melhor para atender a população com segurança. Vamos ter uma UTI com todas as condições técnicas de segurança médica para o atendimento dos pacientes que vierem para cá”, afirmou.

Interdição para adequações

Durante a manifestação, o prefeito também explicou que a UTI foi interditada para a realização das adequações determinadas pelos órgãos responsáveis pela fiscalização sanitária. “A Vigilância Sanitária não fechou a UTI, ela interditou a UTI. É uma coisa diferente. E exigiram que se fizesse as modificações”, declarou.

De acordo com Reinaldo, Município, Secretaria Municipal de Saúde e Câmara acompanharam o processo e participaram das articulações para que as adequações fossem realizadas. “A grande maioria desses itens já foram completados. Houve investimento de aparelho, de pintura… Enfim, toda questão técnica foi resolvida”, disse.

Apesar da conclusão das intervenções, a retomada dos atendimentos ainda depende da avaliação das Vigilâncias Sanitárias, etapa necessária para verificar se as exigências foram efetivamente cumpridas.

Relação entre Prefeitura e Instituto Moriah

Reinaldo também abordou a atuação da Secretaria Municipal de Saúde na fiscalização do hospital e afirmou que o trabalho realizado pelos órgãos municipais faz parte das atribuições do poder público.

“A nossa Secretaria de Saúde sempre esteve junto comigo presente, participou da nossa fiscalização. Não tem nada da secretaria contra o Moriah, apenas ela faz o papel de fiscalização, que é a obrigação com a Vigilância Sanitária”, afirmou.

O prefeito ainda rebateu interpretações surgidas durante o período em que a UTI permaneceu interditada e disse que a administração municipal optou por trabalhar na busca de soluções.

“Muita gente falou em fechamento, que a prefeitura não ajuda. […] Nós ficamos quietos, trabalhamos, produzimos, ajudamos”, declarou.

Segundo ele, a intenção é manter a relação entre Município, Secretaria de Saúde e Instituto Moriah baseada tanto na parceria quanto na fiscalização.

“Vamos continuar com a fiscalização, vamos continuar apoiando, vamos continuar cobrando que as coisas estejam boas, mas como parceiros e sempre pensando no melhor atendimento da população”, completou.

Investimentos e equipamentos

A revitalização também contou com novos equipamentos adquiridos com recursos de R$ 2 milhões destinados pelo Governo do Estado.

Reinaldo explicou que o contrato mantido pelo Município prevê repasses referentes aos serviços prestados pelo hospital, mas não permite que esses valores sejam utilizados pela Prefeitura diretamente para a compra de equipamentos. Por isso, segundo ele, houve a busca pelos recursos estaduais.

O diretor do Instituto Moriah, Édson Bispo, também destacou a atuação conjunta durante o processo de adequação da unidade.

“Nosso trato sempre foi de união desde o início. O que houve é um repasse através dos serviços pagos e não sobre equipamentos como melhorias para o Instituto Moriah aportar dentro do hospital”, explicou.

Bispo afirmou ainda que existe, desde fevereiro, um acordo relacionado à destinação dos equipamentos recebidos pelo Instituto Moriah.

“Os equipamentos que o Instituto Moriah receber ficarão para o hospital e para o município. Estamos aqui para a população”, afirmou.

Com as intervenções concluídas, a próxima etapa é a avaliação dos órgãos sanitários. Somente após essa análise será possível confirmar a liberação da UTI e a retomada dos atendimentos.

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