Regularização garante documentação definitiva para 95 imóveis na Colônia Santa Luiza

Famílias da comunidade avançam no processo de obtenção da matrícula dos imóveis após assinatura da Certidão de Regularização Fundiária

Da Redação*

Ponta Grossa – Depois de anos convivendo com a insegurança sobre a posse de seus imóveis, 95 famílias da Colônia Santa Luiza, em Ponta Grossa, deram um passo importante para obter a documentação definitiva de suas propriedades. A Certidão de Regularização Fundiária (CRF), documento que permite o registro oficial dos imóveis em cartório, foi assinada na noite de segunda-feira (15), durante uma cerimônia realizada na própria comunidade.

A emissão da certidão integra o programa municipal de regularização fundiária e representa uma das etapas finais do processo. Com o documento, cada morador poderá dar sequência ao registro individual do imóvel e obter a matrícula em seu nome, consolidando juridicamente a propriedade.

A solenidade reuniu moradores, lideranças comunitárias, representantes de instituições envolvidas no projeto e o deputado federal Aliel Machado. Durante o evento, a prefeita Elizabeth Schmidt destacou que a regularização oferece mais segurança às famílias que construíram suas casas ao longo dos anos, mas ainda não possuíam a documentação definitiva. “A partir de hoje, essa incerteza chega ao fim. O que existia na prática passa a existir também no papel, com respaldo legal pleno”, afirmou.

Além de assegurar o direito à propriedade, a regularização permite que os imóveis sejam transferidos legalmente para herdeiros, facilita o acesso a financiamentos e amplia as possibilidades de investimentos nas residências.

A secretária municipal da Família e Desenvolvimento Social, Camila Calisto Sanches, ressaltou que a iniciativa busca solucionar situações históricas de ocupações sem registro formal. “Cada uma dessas famílias pode, a partir de hoje, planejar o futuro sabendo que tem onde viver com dignidade e com a escritura em mãos”, declarou.

O trabalho envolveu diferentes etapas técnicas, como levantamentos topográficos, cadastro socioeconômico das famílias e elaboração dos projetos necessários para a regularização. O processo foi coordenado pela Superintendência Municipal de Habitação, com execução da empresa responsável pelos estudos técnicos e participação das lideranças da Colônia Santa Luiza.

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