Rafael Rabbers busca aplicar tecnologia e inteligência artificial no Centro Cultural Castrolanda após missão à Espanha
Unico representante de Castro na comitiva de 16 participantes, Rabbers pretende aproveitar contatos internacionais para modernizar serviços e desenvolver nova exposição que conecte a história da imigração às gerações seguintes
Da Redação
Castro – A participação na Missão Conexão Espanha, realizada de 5 a 12 de outubro, abriu novas perspectivas para o Centro Cultural Castrolanda (CCC). Representando Castro, o diretor da instituição, Rafael Rabbers, voltou da viagem com referências e contatos que poderão contribuir para a modernização dos serviços e para o desenvolvimento de uma nova exposição de longa duração no museu.
A missão reuniu 16 participantes de diferentes segmentos ligados ao turismo, à hotelaria e à gastronomia, além de representantes de empresas e instituições. O grupo contou com profissionais de Curitiba e de outras localidades, incluindo participantes ligados à região da divisa com a Argentina. Rafael foi o único representante de Castro e da região dos Campos Gerais na comitiva.
Promovida com a participação do Sebrae Paraná e da Fecomércio Paraná, a programação passou por Sevilha e Madri, na Espanha, com atividades voltadas à inovação, aos negócios e à troca de experiências. Entre os compromissos estiveram a participação no Tourism Innovation Summit (TIS) e visitas técnicas a empresas como Mastercard, Civitatis, MO de Movimiento e Microsoft.
Os encontros abordaram temas como inteligência artificial, uso de dados no turismo, comercialização digital de experiências, sustentabilidade, inclusão social e novas formas de relacionamento com os visitantes.
Tecnologia no Centro Cultural
De acordo com Rafael, “a ideia agora é fazer contato com as empresas com as quais tivemos reuniões e conversamos, para avaliar o que podemos aplicar aqui no Centro Cultural”, explica.
Entre as possibilidades está a utilização de ferramentas tecnológicas para automatizar serviços rotineiros, dependendo das soluções apresentadas pelas empresas e de sua viabilidade para a instituição. A inteligência artificial foi um dos aspectos que mais chamaram a atenção durante a missão, diante do avanço das ferramentas e de suas possíveis aplicações.

Nova exposição pretende aproximar os jovens da história
Outra frente de trabalho está relacionada à preparação de uma nova exposição de longa duração para o museu, inaugurado em 2016 e que completou dez anos em 2026. A proposta é incorporar recursos tecnológicos para tornar a experiência mais dinâmica e atrativa, especialmente para o público jovem.
“A gente também pensa em utilizar tecnologia nessa nova exposição para trazer mais dinâmica e atrair os jovens”, afirma Rafael.
O projeto também pretende ampliar a narrativa histórica apresentada pelo museu. Atualmente, o acervo tem como eixo consolidado a história da imigração, mas a intenção é avançar para os capítulos seguintes dessa trajetória, mostrando o que aconteceu com os filhos dos imigrantes, o que fizeram e o que fazem atualmente.
A tecnologia poderá ajudar a atualizar e ampliar os conteúdos ao longo do tempo, acompanhando a evolução da comunidade e permitindo que novas histórias sejam incorporadas à exposição. “Com a tecnologia, a gente consegue não só manter e preservar a história da imigração, mas dar continuidade a ela”, finaliza.