Produtor rural é encontrado morto em casa na Nova Rússia; três suspeitos de latrocínio são presos em SC

Investigação da Polícia Civil de Ponta Grossa identificou os suspeitos após rastrear o carro da vítima; câmeras também registraram compras feitas com cartões bancários do homem.

Da Redação

Ponta Grossa – Três jovens suspeitos de envolvimento na morte do produtor rural, Angelo Vinicius Carneiro Gomes, de 55 anos, em Ponta Grossa, foram detidos em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. O crime ocorreu na madrugada entre 14 e 15 de outubro, na residência da vítima, no bairro Nova Rússia. A Polícia Civil do Paraná investiga o caso como latrocínio, roubo seguido de morte.

Angelo foi encontrado sem vida dentro de casa, com as mãos amarradas e enrolado em um tapete. O corpo apresentava sinais de violência. A investigação aponta que, após o crime, os suspeitos teriam deixado a cidade levando o veículo e cartões bancários da vítima.

Imagens de câmeras de monitoramento que registraram compras realizadas com os cartões ajudaram a compor o conjunto de informações utilizado pelos investigadores para identificar os suspeitos.

Carro da vítima foi rastreado até Santa Catarina

A investigação começou após o registro da ocorrência, na noite de 15 de outubro. Policiais do Setor Operacional e do Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (13ª SDP) de Ponta Grossa passaram a reunir informações sobre o deslocamento dos suspeitos e o uso de objetos pertencentes ao produtor rural.

Sistemas de monitoramento viário permitiram acompanhar o trajeto do veículo da vítima até Balneário Camboriú. Com a localização do automóvel e os dados levantados, a Polícia Civil paranaense compartilhou as informações com a Polícia Militar catarinense, que realizou a abordagem e deteve os três jovens.

Suspeito apresentou versão sobre a morte

Durante as diligências, um dos detidos, apontado pela polícia como possível articulador do crime, admitiu participação e relatou que teria entrado em luta corporal com a vítima após uma discussão. Na versão apresentada por ele, a morte teria ocorrido por asfixia durante o confronto.

A versão, porém, deverá ser confrontada com os demais elementos reunidos na investigação. A forma como o corpo foi encontrado — com as mãos amarradas, envolto em um tapete e com sinais de violência — levou os investigadores a considerar necessário aprofundar a apuração sobre a dinâmica e a motivação do crime.

A confissão atribuída ao suspeito não esclarece, por si só, a participação individual de cada um dos três detidos nem todas as circunstâncias da morte.

A Polícia Civil prossegue com a investigação para reconstituir o que aconteceu na residência, esclarecer a atuação de cada suspeito e reunir elementos para o encaminhamento do caso à Justiça.

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