Ponta Grossa, Arapoti, Sengés e Telêmaco Borba integram megaoperação do Gaeco contra facção criminosa

Operação Panóptico mobilizou cerca de mil agentes para cumprir 559 ordens judiciais em quatro estados; cidades dos Campos Gerais estão entre os alvos da ofensiva

Da Redação*

Curitiba – Os municípios de Ponta Grossa, Arapoti, Sengés e Telêmaco Borba estiveram entre as cidades paranaenses que receberam, na manhã desta segunda-feira (15), equipes mobilizadas na Operação Panóptico, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação teve como foco uma organização criminosa com atuação nacional e que, conforme as investigações, mantém parte de suas atividades coordenadas a partir de unidades prisionais.

Ao todo, foram cumpridos 304 mandados de prisão e 255 mandados de busca e apreensão nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. No Paraná, as ordens judiciais alcançaram 34 municípios, incluindo quatro cidades dos Campos Gerais.

A operação é resultado de uma investigação conduzida pelos dez núcleos do Gaeco no Paraná desde o fim do ano passado. As diligências ocorreram de forma integrada com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e reuniram efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica. Aproximadamente 1.000 policiais, distribuídos em 204 equipes, participaram da ofensiva.

Uma parcela significativa das ordens judiciais foi cumprida dentro de estabelecimentos penais. Das determinações expedidas pela Justiça, 176 mandados de prisão e 92 mandados de busca e apreensão tiveram como alvo investigados que já estavam recolhidos ao sistema prisional. A estratégia busca aprofundar as investigações e reunir novos elementos sobre a atuação da organização criminosa.

Além dos municípios dos Campos Gerais, a operação alcançou cidades de diversas regiões do Paraná, como Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Irati, Prudentópolis, União da Vitória, Cianorte, Paranavaí e Umuarama. Também houve cumprimento de ordens judiciais em Joinville (SC), Naviraí (MS), Bauru (SP) e Itapecerica da Serra (SP).

O objetivo da ofensiva é responsabilizar integrantes da facção, interromper a continuidade das atividades criminosas e reunir provas que possam auxiliar na apuração de outros delitos atribuídos ao grupo.

O nome Panóptico faz referência ao conceito de vigilância permanente. A expressão tem origem no termo grego que significa “aquilo onde tudo é visto” e foi difundida pelo filósofo e sociólogo Michel Foucault na obra Vigiar e Punir, em que utiliza a ideia para representar um sistema de controle constante.

A operação integra as ações do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), rede formada pelos Gaecos dos Ministérios Públicos de todo o país. O grupo atua de forma coordenada com forças policiais e outros órgãos de inteligência para combater organizações criminosas de atuação interestadual.

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