Polícia Civil pede revogação de prisão de investigado por homicídio de Vinicius Ortiz Pereira
Apuração aponta que suspeitos teriam agido para interromper uma agressão contra a ex-companheira da vítima
Da Redação
Ponta Grossa – A Polícia Civil do Paraná se manifestou favoravelmente à revogação da prisão preventiva de um dos investigados pela morte de Vinicius Ortiz Pereira, ocorrida no último dia 14 de junho, na Rua Júlia Wanderley, em Ponta Grossa. O pedido foi encaminhado à 3ª Vara Criminal da Comarca após o avanço das investigações conduzidas pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial.
A reavaliação do caso ocorreu depois que novos elementos foram incorporados ao inquérito. Conforme a investigação, Vinicius estaria agredindo a ex-companheira com uma faca, em uma situação que indicava risco imediato à vida da mulher. Nesse contexto, dois homens teriam intervindo para impedir a continuidade da agressão.
Embora a morte tenha ocorrido durante essa intervenção, a Polícia Civil informou que ainda busca esclarecer exatamente em que momento o golpe fatal foi desferido e se a reação permaneceu dentro dos limites previstos pela legislação para a legítima defesa de terceiros.
O delegado Luís Gustavo Timossi, responsável pelo inquérito, afirmou que o entendimento da investigação mudou em relação às informações disponíveis no momento da prisão em flagrante. “Com o avançar das investigações, ocorreu alteração do quadro apresentado ao delegado de plantão, sendo constatado que os investigados, em um momento inicial, agiram para salvar a vida da ex-companheira da vítima. É por este motivo que entendo que a liberdade do investigado não causa qualquer risco às investigações ou à ordem pública, tratando-se o preso de indivíduo que não possui nenhum registro criminal”, declarou.
Apesar da manifestação da Polícia Civil, a decisão sobre a soltura cabe exclusivamente ao Poder Judiciário. Até que haja um posicionamento da Justiça, a prisão preventiva permanece válida.
As investigações continuam e concentram esforços na análise de imagens gravadas por testemunhas e de outros elementos probatórios que possam esclarecer a sequência exata dos acontecimentos. A intenção é verificar se toda a conduta dos envolvidos pode ser enquadrada como legítima defesa de terceiro ou se houve excesso durante a intervenção.
A Polícia Civil também ressaltou que o parecer encaminhado à Justiça não representa o encerramento do inquérito. Caso novos elementos sejam produzidos ao longo da investigação, o investigado poderá ser indiciado por homicídio qualificado e até voltar a ser preso, se houver fundamentos legais para uma nova medida cautelar.