PCH Beira Rio: empresa afirma que estudos não apontam risco de rompimento da barragem
Em nota divulgada após decisão liminar que barrou o início da operação comercial da usina no Rio Jaguariaíva, Pesqueiro Energia informa que monitora a estrutura e contratou auditorias independentes.
Emerson Teixeira
Jaguariaíva – A Pesqueiro Energia S.A. afirma que os estudos técnicos realizados na barragem da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Beira Rio não indicam perigo de rompimento da estrutura. O posicionamento foi encaminhado ao Página Um News após a publicação de reportagem sobre a decisão liminar obtida pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), que proibiu o início da operação comercial da usina instalada no Rio Jaguariaíva, na divisa entre Jaguariaíva e Sengés, nos Campos Gerais.
Em nota datada de 21 de outubro de 2026, a empresa informou que a barragem está em fase de testes e é submetida a monitoramento diário. O comunicado também contesta rumores sobre um possível rompimento, que, segundo a direção da companhia, têm provocado desinformação e preocupação entre moradores de Jaguariaíva, Sengés e São José da Boa Vista.
De acordo com a Pesqueiro Energia, o acompanhamento da estrutura inclui medições topográficas para avaliar sua acomodação, análise dos instrumentos que monitoram as condições internas da barragem, atualização dos estudos de estabilidade e inspeções realizadas por equipes especializadas.
A empresa também informou que foi realizado um levantamento topográfico da parte da barragem situada abaixo do nível da água do reservatório, procedimento destinado a identificar possíveis deformações que não seriam visíveis acima da superfície.
Com base nesses trabalhos, a direção da companhia afirma que os engenheiros responsáveis concluíram que não há perigo de rompimento. A avaliação, no entanto, foi apresentada pela própria empresa, que informou ter contratado auditorias independentes para elaborar laudos técnicos sobre a segurança operacional da estrutura. Conforme a nota, os resultados serão divulgados à população.

Monitoramento e plano de emergência
A Pesqueiro Energia declarou que os trabalhos de análise técnica e os reparos na barragem são acompanhados por equipes da empresa e por representantes de órgãos públicos. A nota menciona o Ministério Público do Paraná, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Instituto Água e Terra (IAT), além das Defesas Civis e dos Corpos de Bombeiros dos municípios de Jaguariaíva, Sengés e São José da Boa Vista.
A companhia também informou que mantém uma equipe técnica disponível para acionar os protocolos previstos no Plano de Ação de Emergência (PAE) caso seja identificado algum indício que exija medidas de segurança. Segundo o comunicado, o acionamento envolveria os órgãos responsáveis pela resposta a emergências.
Decisão judicial sobre a operação comercial
A manifestação da empresa ocorre após a decisão liminar solicitada pelo Ministério Público do Paraná que proibiu o início da operação comercial da PCH Beira Rio.
A Pesqueiro Energia informou que atua há cerca de 25 anos na geração de energia elétrica e possui três unidades geradoras no Rio Jaguariaíva: as PCHs Pesqueiro, Macacos e Beira Rio.
Na nota, a companhia também atribui às usinas contribuição para a regularização das águas do rio e para a redução dos impactos de enchentes nas comunidades localizadas a jusante das estruturas. Essa afirmação integra o posicionamento institucional da empresa.
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