MOVIMENTO NACIONAL – Hospital Bom Jesus participa da campanha ‘Chega de Silêncio

MOVIMENTO NACIONAL – Hospital Bom Jesus participa da campanha ‘Chega de Silêncio

Emerson Teixeira
Especial P1News

Ponta Grossa – Instituições filantrópicas realizam hoje e quarta-feira (20), em todo o Brasil, a campanha ‘Chega de Silêncio’. O movimento é organizado pela Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) e, em Ponta Grossa, tem a adesão do Hospital do Coração Bom Jesus.

Conforme orientação da organização, a manifestação ocorrerá em frente ao semáforo da Avenida Dom Pedro II, em frente ao hospital, onde faixas com mensagens da campanha, além da entrega de folders, irão expor a maior crise da história do SUS.

Procurada pela reportagem, a Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa não retornou ao pedido de informações se participará da manifestação.

Crise

A Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) lidera a campanha para alertar a população sobre a crise que o sistema enfrenta. Os hospitais filantrópicos são instituições privadas, porém sem fins lucrativos, que possuem contrato com o sistema público para prestar atendimento aos pacientes do SUS. Pelo menos 60% dos atendimentos oferecidos pelos hospitais filantrópicos são destinados, obrigatoriamente, ao Sistema Único de Saúde.

De acordo com a CMB, as instituições enfrentam graves problemas financeiros em função do nível de endividamento e do subfinanciamento do SUS. No Brasil houve o fechamento de 315 hospitais filantrópicos nos últimos 6 anos e a dívida do setor já passa de R$ 20 bilhões.

Outra questão apresentada pela Confederação é o impacto estimado em R$ 6,3 bilhões nos caixas das instituições, após aprovação da Lei 2564/20 (em votação), que institui o piso salarial da enfermagem, sem nenhuma alternativa de financiamento.

Segundo dados, a média de R$ 10,9 bilhões por ano de desequilíbrio econômico e financeiro na prestação de serviço ao SUS é devido à defasagem nos reajustes da tabela de procedimentos do SUS – Sigtap. “Se não houver políticas imediatas, consistentes, de subsistência para estes hospitais, dificilmente suas portas se manterão abertas e a desassistência da população é fatal”, diz o presidente da CMB, Mirocles Véras, em um documento.

Bom Jesus

A crise já se instalou pelos corredores da tradicional instituição de Ponta Grossa, o Hospital do Coração Bom Jesus. Fontes ouvidas pela reportagem relatam que as cirurgias cardíacas, referência do hospital, que antes eram realizadas diariamente, agora acontecem uma vez por semana. O SUS cortou os recursos para a angioplastia, diminuiu a realização de exames.

O clima é tenso entre os funcionários que convivem com a incerteza da permanência no posto de trabalho. Muitos já foram demitidos e outros já pediram demissão. Um andar inteiro está fechado, sem pacientes, e segundo a fonte ouvida, a falta de insumos é uma realidade que acompanha o expediente dos profissionais, inclusive já chegou a faltar soro e material para inalação. Outro receio é em relação ao pagamento dos salários, neste mês os enfermeiros receberam com atraso.

Redação Página 1

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