Jornalista Ney Hermann completa nesta terça 40 anos de carreira
Profissional começou aos 16 anos em um jornal semanal de Santa Catarina e construiu trajetória no jornalismo impresso, na televisão, no rádio, no meio acadêmico e na comunicação empresarial.
Da Redação
Ponta Grossa – O jornalista Ney Hermann completa nesta terça-feira 40 anos de profissão. Foi em 1º de setembro de 1986, aos 16 anos, que começou a trabalhar como repórter especial de A Gazeta de Jaraguá, jornal semanal de Jaraguá do Sul (SC), produzindo grandes reportagens. Quatro décadas depois, sua trajetória reúne passagens por jornal, televisão, rádio, universidade e comunicação empresarial, além de uma nova frente: a literatura.
Nascido em Blumenau (SC), em 21 de janeiro de 1970, Hermann começou no jornalismo quando ainda era um adolescente. Em julho de 1988, foi aprovado em primeiro lugar no vestibular para Jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), cidade onde construiria a maior parte de sua carreira. Formou-se em 1992 e, posteriormente, fez especialização em Agronegócio pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).
A televisão ocupou uma parte significativa dessa trajetória. Entre 1992 e 2005, Hermann trabalhou na TV Esplanada, emissora da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), afiliada à Rede Globo, em Ponta Grossa. Durante 13 anos, exerceu funções de produtor, editor e repórter. Depois, passou por emissoras como TV Vila Velha e RIC TV e também atuou na TV Educativa de Ponta Grossa, onde chegou à Direção de Jornalismo.
No rádio, teve diferentes passagens pela CBN Ponta Grossa, apresentando programas de entrevistas e debates. Também foi correspondente em Ponta Grossa do CBN Campo, da Rádio CBN de São Paulo, em 1996. Entre os projetos mais duradouros esteve o CBN Debate, posteriormente transformado no atual Sábado CBN.
A experiência acumulada nas redações e emissoras também levou Ney Hermann para a sala de aula e para a comunicação corporativa. Foi professor de Jornalismo na UEPG e na Faculdade Santa Amélia e, desde 2005, atua como diretor, consultor e palestrante da Via Plena Comunicação Corporativa. Seus cursos e palestras abordam temas como oratória, comunicação não verbal, linguagem corporal, treinamento em mídia e comunicação organizacional.
A carreira rendeu homenagens, entre elas o título de Cidadão Honorário de Ponta Grossa, concedido pela Câmara Municipal em 2004. Em 2005, uma pesquisa da UEPG apontou Hermann como o jornalista mais conhecido da cidade. Também recebeu premiações por programas de televisão que criou e produziu.
Para o jornalista Mário Martins, editor-chefe do Portal A Rede, os 40 anos representam uma trajetória construída com “muito trabalho, dedicação e credibilidade”. Segundo ele, Hermann se tornou “uma referência pelo profissionalismo e pela contribuição para a comunicação em Ponta Grossa e nos Campos Gerais”.
O diretor de jornalismo da Rádio CBN de Ponta Grossa, Eduardo Vaz, destaca a experiência acumulada. “Ney Hermann é daqueles profissionais que carregam muita história na comunicação”, afirma. Para Vaz, completar quatro décadas acompanhando os acontecimentos e acumulando “muita coisa pra contar” é para poucos. “Esse amor pelo jornalismo e pela escrita diz muito sobre o profissional que ele é.”
Amigo de Hermann desde os tempos de UEPG, o jornalista e escritor José Nascimento resume a marca alcançada: “Fazer 40 anos de carreira não é fazer 40 dias”. Ele destaca características que, segundo afirma, acompanham o jornalista desde aquela época: “a seriedade, a ética, os valores, a humildade, o perfeccionismo e o comprometimento”. Nascimento também se lembra da atuação de Hermann na TV Esplanada e das reportagens sobre o agronegócio que chegaram ao Globo Rural. “Suas matérias colocaram o agro regional e do Paraná em destaque no Globo Rural, por exemplo, fortalecendo e dando espaço para a nossa vocação regional”, afirma o escritor e jornalista, considerado um dos melhores executivos de comunicação do Brasil.
Para o advogado José Eli Salamacha, diretor da Salamacha, Abagge & Calixto Advocacia, a capacidade de comunicação é uma das marcas do jornalista. “Ney Hermann é um profissional qualificado, de fácil comunicação e com grande conteúdo nas suas palestras e em seus cursos”, afirma. Segundo Salamacha, os 40 anos demonstram “sua sólida e competente formação profissional”.
O empresário Leonardo Bernardi, presidente da ACIPG, conheceu Hermann ainda no início dos anos 1990, quando o jornalista trabalhava na RPC. Bernardi, então com aproximadamente dez anos, acompanhou uma reportagem sobre a prática do golfe em Ponta Grossa. “Desde aquela época já admirava a comunicação dele enquanto jornalista e apresentador, pela sua técnica de oratória e capacidade de mostrar os fatos de forma sucinta e clara”, afirma. “Ver esse profissional completar 40 anos de carreira reforça ainda mais minha admiração pelos mesmos motivos.”
Márcio Pauliki, CEO do Grupo MM, a trajetória é marcada pela “credibilidade, pela cultura e pelo compromisso de levar informação à nossa comunidade”. Pauliki destaca ainda o conhecimento de Hermann sobre política nacional, resultado, segundo ele, de “muita leitura, experiência e de uma rede de relacionamentos construída ao longo de décadas”. Pauliki usa uma expressão popular para definir a disposição do jornalista para novos projetos: “O Ney tem ‘bicho carpinteiro’: não para nunca, está sempre criando, buscando conhecimento e pensando no próximo projeto”. Para ele, esse pode ser um dos segredos de uma carreira tão longa.
De acordo com o presidente do SECOVI-PR, Carlos Ribas Tavarnaro, “Ney Hermann construiu, ao longo de 40 anos, uma trajetória marcada pela credibilidade, pela seriedade e pelo profundo conhecimento de Ponta Grossa e da nossa região. É um profissional que soube fazer do jornalismo uma ponte entre a informação e a comunidade, sempre atento às transformações da nossa cidade. Sua longevidade profissional é resultado de competência, coerência e, sobretudo, do respeito conquistado ao longo de quatro décadas”.
Do jornalismo à literatura
O próximo projeto já está em andamento. Em 2025, Hermann lançou “IMORTAIS: OS FILHOS DO TEMPO”, série de ficção que mistura personagens imaginários e acontecimentos históricos reais. A primeira temporada teve 52 contos, reunidos em cerca de 440 páginas. A segunda, iniciada em 2026, foi planejada para ter outros 40 episódios.
O protagonista é Faon, um imortal com cerca de 2.500 anos que atravessa diferentes períodos da história da humanidade. A narrativa passa por civilizações e culturas de diferentes continentes e incorpora personagens como Boudica, Gêngis Khan, Vlad Tepes, Leonardo da Vinci, Dante Alighieri, Madre Teresa de Calcutá, Maomé, Francisco de Assis, Napoleão e Sidarta Gautama.
“Como escritor, o Ney é muito sensível, criativo e detalhista, sendo preciso com locais, datas e eventos que deram vida às histórias marcantes dos seus personagens. Sua paixão pela informação de qualidade e pela palavra escrita não apenas instrui e emociona, mas também eleva o padrão do mercado de comunicação e literatura dos Campos Gerais”, diz Francisco Barros Neto, médico e leitor assíduo da série “Imortais: os Filhos do Tempo”.
A literatura representa a realização de um projeto antigo. Hermann afirma que sonhava em escrever ficção desde os 15 anos, antes mesmo de começar profissionalmente no jornalismo. Agora, as duas atividades se encontram em uma obra que pretende aproximar o leitor da história por meio da ficção.
Aos 40 anos de profissão, o jornalista também quer levar esse projeto para as escolas. Hermann está buscando construir parcerias com empresas e instituições interessadas em patrocinar oficinas de literatura dentro de colégios estaduais. A proposta é aproximar os estudantes da leitura, estimular o interesse pela história e utilizar a literatura como ferramenta de formação.
Os primeiros patrocinadores já começaram a demonstrar interesse em apoiar a iniciativa. “Estimular o conhecimento da história da humanidade é fundamental. Mas incentivar a leitura não tem preço”, afirma Ney Hermann.
Aos 16 anos, ele começou contando histórias do cotidiano em um jornal semanal. Nesta terça-feira, quatro décadas depois, continua contando histórias, mas agora também como escritor.