Ensino particular retorna as aulas

Ensino particular retorna as aulas

Cleucimara Santiago

Em meio à pior pandemia dos últimos tempos, através do decreto 6637/21, publicado em Diário Oficial do Estado, no dia 20 de janeiro, o governo do Paraná autorizou início do ano letivo para 18 de fevereiro em escolas estaduais, públicas, privadas e inclusive nas entidades conveniadas com o Estado do Paraná, e em Universidades públicas. Muitos municípios da região, seguiram o calendário do governo estadual e decretaram a mesma data para o retorno das aulas na rede municipal de ensino. Desde então o assunto tem sido alvo de muitas discussões e polêmicas. Apesar de extrema necessidade, pois, pais muitas vezes não conseguem trabalhar o aprendizado dos filhos de uma forma lúdica, o retorno presencial tem encontrado muitos percalços e resistência. Se há um grande retrocesso na educação, o medo da contaminação pelo novo Coronavirus é bem maior.

Rede Estadual
Para os mais de 2 mil colégios da rede estadual, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte investiu R$ 5,9 milhões na compra de materiais de proteção, como álcool 70% liquido e em gel, duas máscaras de tecido para cada aluno e outros materiais, que já foram entregues as escolas.
As aulas serão de formato híbrido, isto é, dividindo as turmas, em um grupo de alunos assistindo às aulas de forma presencial nas escolas, e outro simultaneamente, acompanhando a mesma aula de forma remota, sempre havendo revezamento, desde que haja autorização dos pais ou responsáveis legais. Serão tomadas medidas de segurança, como verificação de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool em gel e o distanciamento mínimo de 1,5 metro dentro das salas, que terão a capacidade limitada ao máximo de 50% de ocupação.
Na sexta-feira (29) o governo publicou a resolução 541/2021, que estabelece critérios para afastamento dos professores e pedagogos que que fazem parte do grupo de risco, ou seja, tem 60 anos de idade ou mais; gestantes ou lactante com filho de até 06 meses de idade; ou possuem comorbidades.

Ponta Grossa
A Prefeitura de Ponta Grossa confirmou o começo do ano letivo da rede municipal para o mesmo dia da rede estadual e seguindo o mesmo esquema que é o ensino híbrido, aposta no diálogo entre escolas e pais de alunos. A medida do retorno presencial, levou em conta a realidade da pandemia, estudou protocolos de segurança e também o direito dos alunos ao ensino. No primeiro momento, alunos deverão acompanhar o início das aulas pela TV Educativa e redes sociais da Secretaria Municipal de Educação que serão de orientações e detalhes sobre o funcionamento do ano letivo. Na segunda-feira (22), a primeira turma começa de maneira presencial, enquanto a outra turma acompanha pela TV Educativa, no dia 1º de março, as turmas trocam a maneira da participação.
Estudantes com fatores de risco para a Covid-19 ou que os responsáveis não se sintam confortáveis para aulas presencias, deverão procurar a escola para o diálogo com a equipe. Pais também receberão orientações sobre o ano letivo. Segundo a prefeitura, o Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 estabeleceu métodos para higienização das escolas, recepção dos alunos e medidas protetivas para o dia a dia das aulas presenciais.
Após o anúncio da retomada de aulas presenciais, pais e professores reagiram, muitos afirmando que só retornarão às aulas presenciais após serem vacinados contra a Covid-19.
Procurado pelo Pagina Um News, Rodrigo Manjabosco, secretário de Saúde, declarou que “nossas orientações para o retorno englobam uma série de ações, que bem observadas, trarão a segurança necessária para a volta às aulas presenciais. Portanto, acreditamos que é um momento oportuno para o retorno e que, tomados todos os cuidados, lograremos avançar no retorno às aulas e à normalidade”.
Já Simone Neves, secretária de Educação, disse a reportagem que “entendemos que há famílias preocupadas com o retorno e muitos pais estão bastante cautelosos. O que nós acreditamos é que, à medida em que haja o retorno gradativo e que a vacinação para os grupos prioritários avance, a confiança das famílias deve aumentar, refletindo positivamente na adesão para as aulas presenciais”.

Rede particular
Osni Mongruel Júnior, diretor-presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR), nos Campos Gerais, descreveu à reportagem que cada escola adotou o seu sistema de escalonamento. O retorno facultativo das aulas presenciais da rede particular foi autorizado em novembro do ano passado. O Colégio Sepam, do qual é diretor, e o Rosazul, já haviam retornado com algumas turmas. Na segunda-feira (1º) os colégios Sagrada Família, Bom Pastor, Boas Novas, Santa Teresinha, Vila Militar Cescage, Caminho do Saber, Adventista e São Jorge também retornaram. Já, Desafio, Santo Antônio e Sagrado Coração agendaram o retorno para a próxima segunda-feira (8). Ainda, de acordo com Osni, no Colégio Sepam, o sistema adotado foi o híbrido com ocupação de 50% da capacidade das salas. “No Sepam, na educação infantil e fundamental 1, que são de 1 a 5 anos e 6 a 10 anos, nós optamos por fazer 100% presencial para aqueles que desejarem. Aumentamos o número de salas e diminuímos o número de alunos por sala para poder atender todas as crianças, e colocamos professores a mais (…). Deixamos a metade das carteiras e distribuímos os alunos. Nós vimos que para os pequenos, o modelo remoto não é eficaz, o melhor é o modelo presencial. Mas, temos alunos que a família ainda tem receio do presencial e para esses colocamos professores exclusivos para trabalhar na forma online. Para os alunos maiores de 11 a 16 anos, os alunos do ensino fundamental 2 e ensino médio, as aulas começaram na segunda-feira (1º) de maneira escalonada, metade dos alunos presencialmente e metade de maneira remota (online síncrona). Alguns alunos também optaram por participar somente online neste momento. As turmas de terceirão participarão presencialmente, sempre respeitando a decisão da família”. Osni declarou, ainda, que o colégio tem 18 salas transmitindo as aulas ao vivo simultaneamente.

Palmeira
Em Palmeira, as aulas terão início no dia 8 de fevereiro de forma remota. Segundo a prefeitura, a cidade estuda algumas adequações e a sequência para o mês de março irá depender das novas medidas do decreto do governo. Na manhã de quarta-feira (27), em reunião na Central de Atendimento ao Cidadão, o assunto foi discutido com a participação do prefeito Sérgio Belich, o vice-prefeito Major Schulli, a secretária de Educação, Andrieni Caldas de Paula; a diretora de Educação, Elisama Nogueira; a presidente do Conselho Municipal de Educação, Vanessa Levandoski Pizani; o secretário de Saúde, Giovatan de Souza Bueno, e a chefe de Vigilância em Saúde, Simone dos Santos de Chaves. Segundo a assessoria de imprensa do município, a ideia é realizar aulas presenciais da rede municipal de ensino de forma escalonada de alunos, mas, quando isso for definido a Secretaria Municipal de Educação irá divulgar o novo planejamento.

Carambeí
Questionados sobre o retorno as aulas, a prefeitura de Carambeí declarou através de sua assessoria que está definindo o decreto, e que o jurídico está estudando o caso que será passado para o Comitê de Operações de Emergência da Saúde (COE) analisar.

Redação Página 1

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