Empresário é preso em flagrante por vender figurinhas suspeitas de falsificação da Copa do Mundo

Mais de 3 mil unidades foram apreendidas durante operação da Polícia Civil; comerciante pagou fiança e responderá ao processo em liberdade.

Da Redação

Irati – Denúncia anônima levou a Polícia Civil do Paraná a apreender mais de 3 mil figurinhas com indícios de falsificação da Copa do Mundo FIFA 2026 na manhã de quinta-feira (16), em Irati, na região Centro-Sul do Estado. O proprietário do estabelecimento comercial, um empresário de 45 anos, foi preso em flagrante durante a ação e, após pagamento de fiança, passou a responder ao processo em liberdade.

A fiscalização foi realizada por policiais da 41ª Delegacia Regional de Polícia, que encontraram os produtos expostos para venda no comércio localizado na área central da cidade. Durante a vistoria, os agentes também localizaram um grande volume de pacotes armazenados no estabelecimento.

Embora a perícia ainda vá determinar se todo o material apreendido é falsificado, a equipe identificou, já na análise inicial, uma figurinha do jogador Neymar com características incompatíveis com o produto oficial. A peça apresentava impressão de baixa qualidade e não possuía elementos de segurança nem identificação compatível com o material licenciado pela Panini, empresa responsável pelo álbum oficial.

Ao todo, foram recolhidas 3.104 unidades. O lote é composto por 3.066 figurinhas da Copa do Mundo, 24 figurinhas promocionais da Coca-Cola, oito cards da linha “Adrenalin Panini” e outras seis figurinhas da Copa América.

Peritos da Polícia Científica selecionaram uma amostra de 15 itens para os primeiros exames técnicos. O restante do material foi lacrado e encaminhado para perícia, que deverá confirmar a autenticidade dos produtos.

Com base nas evidências reunidas durante a operação, a autoridade policial autuou o comerciante pelo crime de violação de direito autoral com finalidade de lucro, previsto no artigo 184, parágrafo 2º, do Código Penal. Como a pena máxima prevista para esse delito não ultrapassa quatro anos de prisão, foi arbitrada fiança de R$ 2 mil, valor que foi pago pelo investigado.

As investigações prosseguem para esclarecer a origem das mercadorias e verificar se outras infrações podem ter sido cometidas. A Polícia Civil também informou que a empresa detentora dos direitos das figurinhas será comunicada para avaliar eventual violação de marca registrada, além de apurar se consumidores da cidade adquiriram produtos acreditando serem originais.

A corporação orienta que informações relacionadas a crimes podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, ou 181, do Disque-Denúncia.

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