Dia Mundial do Leite: cooperado da Castrolanda amplia produção de 300 para 18 mil litros diários em menos de uma década
Da Assessoria
Castro – No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, a história do cooperado Frederik de Jager exemplifica a evolução da atividade leiteira na Castrolanda. Em menos de uma década, a produção da propriedade passou de cerca de 300 litros por dia, em 2017, para mais de 18 mil litros diários em 2026, resultado de investimentos planejados, gestão familiar e apoio técnico da cooperativa.
A trajetória começou de forma simples, com apenas 12 vacas e estrutura adaptada da pecuária de corte. O ingresso na atividade surgiu a partir do interesse do filho Felipe, que ainda era adolescente na época.
“O começo foi desafiador. Não tinha estrutura nenhuma, aproveitei o que tinha do gado de corte para iniciar no leite. Eu nunca imaginei que iria para o leite, mas o sonho dele acabou virando o meu também”, relembra Frederik.
A história da família também se conecta às origens da própria Castrolanda.
Neto de imigrantes holandeses que chegaram ao Brasil em 1951, Frederik destaca a importância da atividade leiteira para a formação da cooperativa.
“A Castrolanda vive o leite. Desde o início, todas as famílias vieram com gado leiteiro. Era a forma de sobrevivência. Nós estamos usufruindo hoje do que os pioneiros começaram. Foi um trabalho quase inacreditável, de muita coragem e dedicação”, afirma.
O crescimento da produção foi sustentado por uma estratégia de expansão gradual e planejada. Segundo o cooperado, uma das principais decisões foi investir em infraestrutura antes mesmo da necessidade imediata, garantindo conforto animal e capacidade para crescimento.
“Eu nunca esperei as vacas chegarem para depois construir. Sempre preparei o espaço antes, para não superlotar e garantir conforto dos animais”, explica.
Atualmente, o Grupo de Jager possui estrutura para aproximadamente 800 vacas, sendo cerca de 440 em lactação. O produtor também destaca a definição de metas claras como fator decisivo para alcançar novos patamares de produtividade.
Para Frederik, a atividade leiteira oferece oportunidades de geração de valor dentro da própria propriedade, desde que haja atenção constante aos detalhes relacionados à alimentação, manejo e bem-estar animal.
Diferencial
Outro diferencial da trajetória foi a parceria construída com a Castrolanda desde o início da atividade. A família optou por concentrar esforços na gestão e no crescimento do negócio, confiando à cooperativa o suporte técnico e nutricional.
“Colocamos como regra que a assistência técnica e a nutrição seriam com a Castrolanda, porque o nosso objetivo era focar no crescimento”, comenta.
As decisões da propriedade também são tomadas de forma compartilhada entre Frederik, a esposa e os filhos, fortalecendo a sucessão familiar e o alinhamento estratégico do negócio.
Além da produção de leite, a família investe na diversificação das atividades, atuando também na produção de grãos e na suinocultura. Segundo o cooperado, essa estratégia contribui para a sustentabilidade econômica da propriedade e reduz riscos diante das oscilações do mercado.
Ao falar sobre a importância da cooperativa, Frederik ressalta a segurança proporcionada ao produtor e o papel da assistência técnica, especialmente para pequenos e médios cooperados.
“Saber que o leite vai ser coletado e comercializado tira um peso enorme. Você pode focar na sua produção, que já exige muito. Um pequeno produtor bem estruturado pode ser tão competitivo quanto um grande”, destaca.
Com os olhos voltados para o futuro, a família já trabalha para alcançar uma nova meta, que é produzir 30 mil litros de leite por dia nos próximos anos.
“A roda do leite não para. As bezerras já estão lá, as novilhas também. O crescimento continua acontecendo”, afirma.
Ao refletir sobre a trajetória construída até aqui, Frederik resume o caminho percorrido em três pilares: fé, trabalho e continuidade. “Eu tenho certeza de que Deus está por trás de tudo isso. A Castrolanda cresceu com fé e muito trabalho”, finaliza.