Delegado Marcondes revela novos detalhes da Operação Agulha Negra
Investigação aponta esquema de venda clandestina de medicamentos para emagrecimento por redes sociais.
Da Redação
Castro – A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou na manhã desta terça-feira (2) a Operação Agulha Negra, em Castro, nos Campos Gerais, resultando na prisão de duas pessoas suspeitas de armazenar produtos medicinais destinados à comercialização sem origem comprovada. A ação também levou ao cumprimento de seis mandados de busca e apreensão em imóveis residenciais e estabelecimentos comerciais ligados à investigação.
Segundo a PCPR, a operação foi desencadeada após o setor de investigações da Delegacia de Castro identificar um esquema estruturado de venda de medicamentos para emagrecimento. Conforme apurado, os produtos eram comercializados sem garantias sobre procedência, conservação e armazenamento, representando riscos à saúde dos consumidores.
As investigações apontaram que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de funções entre importação, transporte, armazenamento e distribuição dos produtos. A comercialização ocorria principalmente por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais realizaram buscas em residências e em pontos comerciais, incluindo um salão de beleza e um brechó que, segundo a investigação, eram utilizados como apoio logístico para a atividade ilícita.
Ao longo da operação, foram apreendidos aproximadamente 200 frascos de medicamentos, mais de 1.400 cigarros eletrônicos, dinheiro em espécie, registros financeiros e máquinas de cartão supostamente utilizadas na comercialização dos produtos.
“Os elementos colhidos demonstram uma atividade estruturada, com o uso de unidades móveis para entregas e grupos de aplicativos para captar clientes, inclusive oferecendo descontos por indicações”, afirmou o delegado da PCPR, Marcondes Alves Ribeiro.
Os dois investigados foram autuados pelo crime previsto no artigo 273 do Código Penal, relacionado ao armazenamento e comercialização de produtos medicinais de procedência ignorada. A pena para esse tipo de crime pode chegar a 15 anos de prisão.
De acordo com a Polícia Civil, os materiais apreendidos passarão por perícia para auxiliar na continuidade das investigações. Após a conclusão dos procedimentos técnicos, os produtos deverão ser destruídos conforme determina a legislação.
Os suspeitos foram encaminhados ao sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar possíveis envolvidos e apurar a extensão da rede de comercialização irregular de medicamentos na região.