Castro reforça mobilização contra a violência à mulher com carreata e ações de conscientização
Programação do Dia Estadual de Combate ao Feminicídio foi adaptada por causa da chuva e reuniu homenagens às vítimas, exposição fotográfica, roda de conversa e campanha educativa
Hurlan Jesus
Castro – O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio foi marcado, nesta quarta-feira (22), por uma série de ações de conscientização em Castro. Mesmo com as fortes chuvas registradas no município, a mobilização foi mantida e adaptada para garantir que a mensagem de enfrentamento à violência contra a mulher chegasse à população.
Inicialmente prevista para ocorrer em formato de caminhada, a mobilização “Pela Vida e pelo Fim da Violência contra as Mulheres” foi transformada em uma carreata, que percorreu as ruas da cidade até a Rodoviária Nova (Lauro Lopes), sede da Secretaria Municipal da Mulher e Inclusão.
Antes da saída dos veículos, participantes realizaram um minuto de silêncio em homenagem às mulheres vítimas de feminicídio. Em seguida, as badaladas do sino da igreja ao meio-dia marcaram o início da mobilização, simbolizando um chamado coletivo à reflexão e ao compromisso da sociedade no enfrentamento à violência.
Na chegada à Rodoviária Nova, o público acompanhou uma exposição fotográfica com histórias de mulheres vítimas de feminicídio, participou de uma roda de conversa e da ação Árvore da Vida, espaço onde foram deixadas mensagens de esperança, acolhimento e respeito às mulheres.
Paralelamente às atividades presenciais, a Prefeitura de Castro intensificou uma campanha de conscientização nas redes sociais. Ao longo do dia, foram publicados vídeos e materiais educativos que abordam diferentes aspectos da violência contra a mulher, reforçando a importância da prevenção, da denúncia e do fortalecimento da rede de proteção.
Em uma das produções, moradores foram convidados a ler trechos de reportagens sobre casos de feminicídio e violência doméstica registrados em Castro nos últimos anos. A iniciativa buscou demonstrar que esse tipo de violência faz parte da realidade local e que o combate depende do envolvimento de toda a comunidade.
Outro vídeo traz orientações do promotor de Justiça Felipe Paschoeto Garcia sobre prevenção, acolhimento às vítimas e o papel da sociedade na identificação e denúncia de situações de violência. A campanha também divulgou dados nacionais e municipais, mostrando que a violência contra a mulher muitas vezes começa por ameaças, humilhações e outras formas de agressão antes de evoluir para episódios mais graves.
Durante toda a mobilização, os organizadores reforçaram os canais de atendimento às vítimas. Em casos de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 181, enquanto mulheres em situação de violência também podem buscar apoio na Polícia Civil, na Secretaria Municipal da Mulher e Inclusão, nos CRAS, CREAS e na rede pública de saúde.
A mobilização foi promovida pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), com apoio das secretarias municipais da Mulher e Inclusão e de Assistência Social, reforçando que o enfrentamento à violência contra a mulher depende do compromisso de toda a sociedade e da construção de uma rede permanente de proteção, acolhimento e conscientização.









