Brasil volta às urnas neste domingo para escolher presidente da República
Segundo turno coloca frente a frente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro; disputa marca a décima eleição presidencial direta desde a redemocratização
Da Redação
Brasília (DF) – O Brasil volta às urnas neste domingo (25) para definir quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. O segundo turno das Eleições 2026 será disputado entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), que concorre pela primeira vez ao Palácio do Planalto. A votação ocorre em todo o território nacional, abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal, além das seções eleitorais instaladas no exterior.
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o país tem 158.765.543 eleitores aptos a votar nas eleições deste ano. O primeiro turno foi realizado em 4 de outubro, quando nenhum dos candidatos à Presidência alcançou mais da metade dos votos válidos, condição necessária para a vitória em primeiro turno.
A disputa deste domingo representa a décima eleição presidencial direta realizada no Brasil desde 1989, quando os brasileiros voltaram a escolher o presidente pelo voto popular após o período de regime militar. Desde então, o país consolidou o processo eleitoral como um dos principais instrumentos de participação democrática.
Duas chapas, trajetórias distintas

Lula e Geraldo Alckmin
Luiz Inácio Lula da Silva, de 80 anos, é um dos principais nomes da política brasileira contemporânea. Ex-líder sindical e fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), iniciou sua trajetória política nacional como deputado federal constituinte, eleito em 1986. Foi presidente da República por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010, e voltou ao cargo em janeiro de 2023.
Na chapa petista, o candidato a vice-presidente é Geraldo Alckmin (PSB), médico de formação e político com longa trajetória eleitoral. Foi prefeito de Pindamonhangaba, deputado estadual e federal, além de governador de São Paulo por diferentes períodos. Também disputou a Presidência da República em 2006 e 2018. Em 2022, integrou a chapa de Lula e assumiu a Vice-Presidência em 2023, acumulando, inicialmente, a função de ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A aliança entre os dois reúne lideranças de partidos com origens políticas distintas e foi mantida para a disputa pela continuidade do atual governo.

Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar
Flávio Bolsonaro, de 45 anos, é senador pelo Rio de Janeiro e filiado ao Partido Liberal (PL). Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, iniciou a carreira política como deputado estadual fluminense, cargo que exerceu por quatro mandatos, entre 2003 e 2019. Antes disso, foi vereador na capital carioca. Eleito senador em 2018, chegou ao pleito presidencial de 2026 como candidato de oposição ao governo Lula.
Seu companheiro de chapa é Alfredo Gaspar, político alagoano com trajetória ligada à área jurídica e à segurança pública. Procurador de Justiça de formação, exerceu funções públicas em Alagoas, entre elas a de secretário estadual de Segurança Pública, e foi eleito deputado federal. A composição da chapa busca reunir a base política ligada ao bolsonarismo e um nome com experiência na administração pública e na área jurídica.
O que está em jogo
A votação define não apenas o nome do próximo presidente, mas também a orientação política do governo federal a partir de 2027. Entre os temas que marcam o debate nacional estão a economia, a geração de empregos, a segurança pública, a saúde, a educação, as políticas sociais e o equilíbrio das contas públicas.
A eleição também ocorre em um cenário de forte polarização política, no qual os eleitores são chamados a avaliar as propostas, a experiência administrativa e as prioridades apresentadas por cada candidatura.
A votação será realizada das 8 às 17 horas, pelo horário de Brasília. Além da escolha presidencial, eleitores de seis estados e do Distrito Federal também participarão do segundo turno para governador.
Com a apuração, o país conhecerá o resultado de mais uma disputa presidencial direta, em um processo que, desde 1989, tem sido fundamental para a alternância de poder e a continuidade das instituições democráticas brasileiras.