Polícia Civil prende homem e investiga morte de aluno durante ritual em escola de aviação de Ponta Grossa
Vítima foi identificada como Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos; prisão em flagrante foi realizada por homicídio culposo e depende do resultado das perícias.
Da Redação
Ponta Grossa – A investigação sobre a morte do aluno Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, teve um novo desdobramento nesta sexta-feira (17). A Polícia Civil do Paraná confirmou a prisão em flagrante do homem apontado como responsável por aplicar uma substância oleosa durante um ritual realizado em uma escola de aviação de Ponta Grossa. O caso, neste momento, é tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Gustavo morreu na tarde de quinta-feira (16), após participar de um “banho de óleo”, prática tradicional adotada em alguns grupos para marcar a conclusão de etapas da formação aeronáutica. Pouco tempo depois da aplicação da substância, ele apresentou um grave mal-estar.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) prestaram os primeiros socorros e realizaram manobras de reanimação. O aluno foi encaminhado a uma unidade hospitalar, mas não resistiu.
Logo após o ocorrido, policiais civis iniciaram as diligências para esclarecer as circunstâncias da morte. O homem apontado como responsável pela aplicação do produto foi localizado, levado à 4ª Central Regional de Flagrantes e admitiu ter despejado a substância sobre a vítima durante o ritual.
Com base nas informações reunidas até o momento, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante pela suposta prática de homicídio culposo, previsto no artigo 121, § 3º, do Código Penal. A Polícia Civil ressalta que, nesta fase da investigação, não foram identificados elementos que indiquem a intenção de provocar a morte de Gustavo.
Apesar da autuação, a tipificação poderá ser alterada conforme o avanço das investigações. O inquérito pretende esclarecer se a substância utilizada teve relação direta com o óbito, além de identificar sua composição, a quantidade aplicada, as partes do corpo atingidas e a existência de nexo causal entre a conduta e o resultado.
Para subsidiar a investigação, foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial. A Polícia Civil também determinou a preservação de imagens, documentos e outros materiais relacionados ao caso. Pessoas que participaram da cerimônia e familiares da vítima deverão ser ouvidos nos próximos dias.
Por se tratar, inicialmente, de um crime cuja legislação permite a concessão de fiança pela autoridade policial, foi arbitrado o valor de R$ 3 mil. A Polícia Civil esclareceu que a medida possui natureza processual e não representa julgamento antecipado nem qualquer forma de reparação pela morte.
A conclusão do inquérito dependerá dos laudos periciais e das demais diligências em andamento. Somente após a análise técnica de todas as provas será possível definir a causa da morte e eventual responsabilização criminal dos envolvidos.
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