Justiça determina afastamento de secretário municipal de Carambeí em investigação sobre supostas fraudes em licitações

Medida foi solicitada pela Polícia Civil após o avanço da Operação Wi-Fraude; Prefeitura afirma que ainda não foi oficialmente intimada da decisão.

Da Redação

Carambeí – As investigações da Polícia Civil do Paraná (PCPR) sobre um suposto esquema de fraudes em licitações e manipulação de sistemas informatizados da Prefeitura de Carambeí tiveram um novo desdobramento. A pedido da Delegacia de Carambeí, a Justiça determinou o afastamento cautelar do secretário municipal de Administração, Carlos Alberto Pedroso de Oliveira, que passou a ser investigado por possível participação nos fatos apurados no inquérito.

A medida ocorre pouco mais de dois meses após a deflagração da Operação Wi-Fraude, realizada em 5 de maio deste ano. Na ocasião, policiais civis cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo residências, empresas e dependências da administração municipal.

Durante a operação, dois homens foram presos em flagrante por posse irregular de arma de fogo. Também foram apreendidos dinheiro em espécie e equipamentos eletrônicos que passaram a integrar o material analisado pelos investigadores.

Na primeira fase da investigação, a Justiça já havia determinado o afastamento do então diretor do Departamento de Informática. Conforme a Polícia Civil, ele é suspeito de participar de um esquema envolvendo empresas da cidade para direcionar contratações e favorecer pagamentos relacionados a serviços que, em tese, não teriam sido executados ou teriam sido contratados sem a devida competitividade prevista na legislação.

Com a continuidade das diligências e da análise das provas reunidas, a autoridade policial entendeu haver elementos que justificariam o afastamento também do então secretário de Administração, superior hierárquico do diretor afastado anteriormente. A representação foi acolhida pelo Poder Judiciário, que determinou o afastamento imediato da função pública.

De acordo com a Polícia Civil, a medida cautelar busca impedir eventual continuidade das práticas investigadas e preservar o andamento das apurações. O inquérito investiga possíveis crimes relacionados a fraudes em processos licitatórios e exclusão indevida de dados em sistemas da administração pública.

Prefeitura diz que ainda não foi comunicada oficialmente

Em nota encaminhada à imprensa, a Prefeitura de Carambeí informou que, até o momento, não recebeu comunicação oficial da Justiça sobre o afastamento temporário do secretário municipal.

O Executivo também afirmou que a prefeita Elisangela Pedroso não foi formalmente intimada acerca da decisão judicial e declarou que permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. A administração municipal acrescentou que mantém seu compromisso com a transparência, a legalidade e a colaboração com os órgãos responsáveis pela investigação.

A reportagem do Página Um News acompanha o caso e permanece aberta para a manifestação da defesa dos investigados. Até a publicação desta matéria, não havia posicionamento público dos citados sobre as suspeitas apresentadas pela Polícia Civil.

A PCPR também informou que denúncias que possam contribuir com as investigações podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197, da Polícia Civil, 181, do Disque-Denúncia, ou pelo WhatsApp (42) 3231-1738.

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