Expansão da Polícia Científica fortalece atendimento em Ponta Grossa, Telêmaco Borba e Irati

Da Redação*

Castro – Moradores dos Campos Gerais passaram a contar com uma estrutura mais descentralizada da Polícia Científica do Paraná (PCIPR), resultado da ampliação das unidades especializadas no Interior do Estado. A região foi contemplada com uma nova sede em Ponta Grossa, uma unidade em Telêmaco Borba e um posto avançado em Irati, fortalecendo o atendimento pericial em dezenas de municípios.

Os investimentos fazem parte de um processo de expansão da instituição, que passou de dez unidades regionais em 2018 para 20 unidades plenas e cinco postos avançados em funcionamento em 2026. Ao todo, mais de R$ 16,7 milhões foram destinados à implantação de estruturas, aquisição de equipamentos e fortalecimento da rede de atendimento.

Nos Campos Gerais, o principal investimento ocorreu em Ponta Grossa. A nova Unidade de Execução Técnico-Científica recebeu R$ 15,4 milhões e substituiu a antiga estrutura da cidade. Instalada dentro do campus da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a sede possui cerca de 2,8 mil metros quadrados e é a primeira da Polícia Científica localizada em uma universidade pública no Paraná.

O espaço concentra a realização de 122 tipos de exames periciais, produzindo laudos que subsidiam investigações criminais e processos judiciais. A nova estrutura amplia a capacidade de atendimento não apenas em Ponta Grossa, mas também para municípios vizinhos dos Campos Gerais.

Outra mudança importante ocorreu em Telêmaco Borba. A unidade passou a atender também Arapoti, Curiúva, Figueira, Imbaú, Ortigueira, Reserva, Sapopema, Tibagi e Ventania. Além dos trabalhos de criminalística, o local realiza necropsias, exames de lesão corporal, perícias relacionadas à violência sexual e atendimentos de pessoas custodiadas.

Já o posto avançado instalado em Irati ampliou a cobertura na região Centro-Sul do Estado. A estrutura atende Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbituva, Inácio Martins, Ivaí, Mallet, Prudentópolis, Rebouças, Rio Azul e Teixeira Soares. Antes da implantação, esses municípios dependiam das unidades de Ponta Grossa, Guarapuava e União da Vitória para a realização dos exames periciais.

A descentralização reduz o tempo de deslocamento das equipes, agiliza o atendimento das ocorrências e diminui a necessidade de encaminhamento de casos para centros mais distantes. A medida também contribui para que as perícias sejam realizadas com maior rapidez, preservando vestígios e fortalecendo a produção de provas técnicas.

O diretor operacional da Polícia Científica do Paraná, Leonel Letnar, afirma que a presença de equipes distribuídas estrategicamente pelo Estado melhora a eficiência do trabalho pericial. “A presença de equipes periciais em regiões estratégicas permite maior agilidade na realização dos exames, preservando a qualidade da prova técnica e fortalecendo a cadeia de custódia”, destacou.

Outro reforço à atuação da instituição é a Central de Comunicação Operacional (Cecomp), criada em 2021. O sistema identifica a viatura disponível mais próxima de cada ocorrência, permitindo o envio mais rápido das equipes. Desde sua implantação, a central já coordenou aproximadamente 38 mil atendimentos em todos os 399 municípios paranaenses.

Além da expansão física, a Polícia Científica adotou procedimentos técnicos padronizados em todas as unidades do Estado. A uniformização dos métodos busca garantir que os exames realizados tanto na Capital quanto no Interior sigam os mesmos critérios técnicos, assegurando maior confiabilidade aos laudos utilizados nas investigações e pelo sistema de Justiça.

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