Comitê de proteção promove ação educativa com alunos do Colégio Amélia na sede da OAB
Atividade reuniu mais de 70 estudantes para orientar sobre rede de proteção, escuta acolhedora e combate à revitimização de crianças e adolescentes
Da Assessoria
Castro – Mais de 70 alunos do Colégio Estadual Professora Amélia Madalena Vaz participaram, nesta quarta-feira (21), de uma ação educativa promovida pelo Comitê de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e de Proteção Social de Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência (CGC), na sede da OAB de Castro. A atividade reuniu estudantes do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental e também do 3º ano do curso Técnico em Farmácia.
Durante o encontro, os participantes receberam orientações sobre os direitos das crianças e adolescentes, a importância do acolhimento e os canais de proteção disponíveis no município. A conversa também abordou a diferença entre o “profissional de confiança” e o “profissional de referência”, figuras consideradas fundamentais no atendimento de vítimas ou testemunhas de violência.
Segundo a presidente do CGC, Juliana Silva Castro, o profissional ou pessoa de confiança é aquela pessoa do convívio diário da criança ou do adolescente, como professores, pedagogos ou familiares, que inspira a segurança necessária para o primeiro desabafo. “Já o ‘profissional de referência’ está presente em toda a rede municipal, abrangendo as áreas de saúde, educação, assistência social, esporte e cultura, além dos órgãos de proteção”, explica Juliana. É esse servidor, devidamente capacitado, que organiza as informações e garante o encaminhamento correto para proteger a vítima, completa.
Outro destaque da atividade foi a apresentação do mascote do comitê: o elefante. O símbolo representa características consideradas essenciais para os profissionais que realizam a escuta especializada, como atenção, acolhimento e sensibilidade. As “orelhas grandes” simbolizam a escuta atenta; os “olhos bem abertos”, a capacidade de perceber sinais de sofrimento; e a “boca pequena”, a postura de não julgamento.
A campanha também reforçou o combate à revitimização, situação em que a vítima precisa repetir diversas vezes relatos traumáticos. De acordo com Juliana, o atendimento especializado busca evitar esse processo, registrando as informações já no primeiro acolhimento para reduzir o sofrimento da criança ou adolescente.
O CGC foi criado pela Resolução 19, de 12 de maio de 2023, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). O grupo reúne representantes de diferentes setores, como educação, saúde, assistência social e Justiça, com o objetivo de fortalecer a rede de proteção no município e garantir atendimento humanizado às vítimas ou testemunhas de violência.


