Polícia Civil prende em Carambeí suspeito de feminicídio de Júlia Batista Gonçalves

Homem de 59 anos teve prisão temporária decretada após investigações confirmarem morte por asfixia mecânica

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Da Redação

Carambeí – A Polícia Civil do Paraná cumpriu, na manhã desta sexta-feira (6), um mandado de prisão temporária contra um homem de 59 anos, suspeito do feminicídio de Júlia Batista Gonçalves, de 33 anos. O crime ocorreu no dia 25 de janeiro, em Carambeí, na região dos Campos Gerais.

Segundo a delegada da PCPR, Renata Batista, as investigações tiveram início logo após o corpo da vítima ser localizado às margens da Estrada do Areião. Na ocasião, a Polícia Civil acionou o Instituto Médico-Legal (IML) e a Polícia Científica, cujos laudos periciais confirmaram que a causa da morte foi asfixia mecânica.

O crime já havia sido noticiado anteriormente pelo Página 1 News, quando o corpo de Júlia Batista Gonçalves foi encontrado na zona rural de Carambeí. Relembre o caso aqui.

O monitoramento por câmeras de segurança foi fundamental para o avanço das investigações. As imagens mostram o investigado encontrando a vítima ainda viva em via pública, por volta das 19h. Posteriormente, às 20h39, o veículo do suspeito foi registrado em uma estrada de acesso à região do Areião. Cerca de 20 minutos depois, moradores localizaram o corpo da vítima.

Durante o andamento das investigações, a Polícia Civil apurou que o homem tentou criar um álibi falso, afirmando que estaria em uma igreja em Ponta Grossa no momento do crime. No entanto, o cruzamento de horários e as imagens de câmeras de segurança comprovaram que ele não estava no local informado.

Em interrogatório, o investigado confessou o crime e relatou que convivia com Júlia há cerca de cinco meses. Ele alegou que, após uma discussão na residência do casal, a vítima teria empunhado uma faca, momento em que ele teria reagido apertando o pescoço dela, alegando suposta legítima defesa.

O homem também afirmou que o filho da vítima, um bebê de 11 meses, teria sido deixado sob seus cuidados. Contudo, após ser pressionado e confrontado por familiares na manhã do dia 26, ele acabou cedendo e entregou a criança na Delegacia de Carambeí. Após a morte de Júlia, o investigado colocou o corpo da vítima no veículo e o abandonou às margens da estrada.

A representação pela prisão temporária foi realizada pela Polícia Civil e deferida pelo Poder Judiciário, com prazo inicial de 30 dias, visando garantir o andamento do inquérito e evitar a destruição de provas. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do investigado. No local, os policiais apreenderam um aparelho celular, que passará por perícia, e o veículo utilizado no crime, um Renault Sandero vermelho, identificado pelas câmeras de segurança.

Após a prisão, o suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública de Castro, onde permanece custodiado à disposição da Justiça até a conclusão das investigações.

Assista abaixo aos vídeos que fazem parte da investigação conduzida pela Polícia Civil:

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