Da Redação
Ponta Grossa – A Polícia Civil, por meio do Setor de Homicídios, concluiu as investigações sobre o assassinato de Adrian César Avila, ocorrido em 11 de janeiro deste ano. O inquérito policial resultou no indiciamento de dois homens, de 25 e 21 anos, pela prática de homicídio qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a Polícia Civil, a dinâmica do crime foi detalhadamente reconstituída a partir de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas que presenciaram os fatos. A investigação apurou que, após uma discussão em uma casa noturna, Adrian e mais duas pessoas deixaram o local. Em seguida, passaram a ser perseguidos pelos autores, que estavam em um veículo vermelho, enquanto as vítimas seguiam a pé pela via pública.
As imagens mostram que o veículo acompanhou os jovens por determinado trajeto. Em dado momento, o indiciado de 25 anos desceu do automóvel portando uma faca e iniciou os ataques contra Adrian e seu irmão. Conforme apurado, durante o confronto físico, a vítima chegou a ter acesso à faca, em uma tentativa de se defender.
O segundo indiciado, de 21 anos, era o condutor do veículo e, de acordo com as investigações, utilizou o automóvel para perseguir as vítimas, chegando inclusive a tentar atropelar uma delas durante a ação criminosa. Após o ataque inicial e mesmo com a evasão do comparsa, ele ainda desceu do veículo e se dirigiu em direção às vítimas, conforme relatado nos autos.
No dia do crime, esse segundo investigado — que já possui antecedentes por tráfico de drogas e ameaça — não foi localizado em seu endereço nem em locais vinculados a ele para prestar esclarecimentos. Ainda naquela data, por volta das 14h03, teria informado à sua convivente que se apresentaria na 13ª Subdivisão Policial, acompanhado de um advogado, o que não ocorreu. Assim, ele não prestou sua versão dos fatos.
Na mesma data, a Polícia Civil ouviu testemunhas que confirmaram a autoria por parte dos dois indiciados. Um deles foi preso em flagrante. O outro, apesar de ter sido formalmente convidado a se apresentar por intermédio de seu defensor, inclusive antes da divulgação de sua identidade, não compareceu e permanece oculto à Justiça até o momento.
As investigações apontam que o homicídio foi motivado por vingança, decorrente de uma briga anterior, ocorrida meses antes na mesma casa noturna. Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, que agora dará seguimento às providências legais cabíveis.
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