Jovem morre após espancamento motivado por falsa acusação em Ponta Grossa

Caso reacende alerta sobre riscos da justiça com as próprias mãos

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Por Hurlan Jesus

Ponta Grossa – A morte de um jovem de 23 anos, registrada nesta segunda-feira (26), está sendo investigada como crime com resultado morte após ele ter sido brutalmente espancado dias antes, em Ponta Grossa. A principal linha de apuração aponta que a agressão teria sido motivada por uma acusação falsa, relacionada a um feminicídio ocorrido no bairro Sabará.

Deivison Andrade de Lima estava internado no Hospital Regional desde o dia 18 de janeiro, após dar entrada inicialmente na UPA Uvaranas com ferimentos graves. Segundo relato da família registrado em boletim de ocorrência, o jovem teria sido abordado por três homens, que o levariam para uma área afastada. Ele conseguiu escapar, mas apresentava múltiplas lesões.

Ainda conforme o registro policial, em um momento de consciência, Deivison relatou à mãe que ouviu dos agressores a frase: Vamos fazer com você o que você fez com ela”, em referência a uma mulher encontrada morta dois dias antes na região do Sabará.

Autor do feminicídio já estava preso

A informação é considerada central para a investigação. A Polícia Civil confirmou que o autor do feminicídio ocorrido no Sabará foi identificado e preso no dia 19 de janeiro, após diligências e análise de imagens de câmeras de segurança. Ou seja, no momento do espancamento, o verdadeiro responsável pelo crime já estava sob custódia.

Deivison, que não tinha relação comprovada com o homicídio, evoluiu para um quadro de infecção generalizada em decorrência das agressões. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu e morreu nesta segunda-feira (26).

Investigação e alerta à população

Com o óbito confirmado, o caso deixa de ser tratado como lesão corporal e passa a ser investigado como crime com resultado morte pela Polícia Civil, que agora busca identificar os autores da agressão e esclarecer a motivação exata do ataque.

O episódio reacende o alerta sobre os riscos da desinformação, de boatos e da prática de justiça com as próprias mãos, que podem resultar em tragédias irreversíveis. Autoridades reforçam que qualquer suspeita deve ser comunicada aos órgãos competentes, para que a apuração ocorra dentro da legalidade.

A investigação segue em andamento.

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