Caso Susana: irmãos foragidos se entregam à Polícia Civil em Ponta Grossa
Principais investigados pela morte de Susana Ferreira Correia, de 40 anos, se apresentaram na 13ª Subdivisão Policial após semanas de buscas e repercussão do crime
Da Redação
Ponta Grossa – Na tarde de segunda-feira (23), os irmãos Samuel da Silva Gravonski e Mario Gravonski Junior se apresentaram na sede da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, encerrando semanas de buscas intensas no chamado “Caso Susana”, que ganhou ampla repercussão em Ponta Grossa e região. Eles eram considerados foragidos desde o início do mês, após serem apontados como os principais executores do crime que vitimou Susana Ferreira Correia, de 40 anos.
A dupla compareceu acompanhada de advogados, que informaram às autoridades que os investigados decidiram se colocar à disposição da Justiça. A entrega marca um novo capítulo na investigação conduzida pela Polícia Civil, que já havia reunido provas técnicas indicando a presença dos irmãos no local do crime no momento dos disparos.
De acordo com as apurações, o crime ocorreu no bairro Neves. Os investigados teriam invadido a residência da vítima com o objetivo de atingir o marido de Susana, em razão de um suposto acerto de contas do passado. Durante a ação, Susana foi atingida fatalmente por um disparo na cabeça ao tentar intervir na agressão contra o companheiro.
Segundo fontes ligadas à investigação, exames e levantamentos periciais confirmaram a presença dos suspeitos na casa no exato momento em que os tiros foram efetuados. A materialidade das provas foi determinante para o avanço do inquérito e para a responsabilização dos envolvidos.
Durante o interrogatório de um dos irmãos, ele afirmou estar arrependido do que havia acontecido, declarando que “não era para ter acontecido com a moça” e que “o objetivo não era esse”. A defesa deve se manifestar nos próximos dias sobre os próximos passos do processo.
Com a apresentação dos investigados, o inquérito policial entra na fase final de conclusão. Após o encerramento das diligências, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que analisará as provas reunidas e decidirá sobre o oferecimento de denúncia à Justiça.