Mabel Canto pede diálogo sobre novo Contorno de Ponta Grossa
Deputada estadual discutiu a importância do debate sobre o traçado da obra durante discurso na ALEP
Da Assessoria
Ponta Grossa – A deputada estadual Mabel Canto (PP) discutiu nesta semana a importância da implantação do novo contorno de Ponta Grossa, via alternativa ao tráfego pesado rodoviário que passa pelo município. O assunto veio à tona depois que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social de Ponta Grossa (CDEPG) apresentou uma diretriz alternativa à proposta do traçado proposto pela CCR PR Vias. A concessionária divulgou em dezembro para autoridades e entidades um estudo técnico sobre a obra. “Um material bem detalhado. Os engenheiros estiveram me explicando detalhes do projeto. E desde o final do ano passado pontuei que seria necessário debater com todos sobre a obra. Compromisso assumido pela concessionária”, relembrou a parlamentar.
O CDEPG faz apontamentos e sugere, por exemplo, a utilização da PR-153, conhecida popularmente como Rodovia do Talco, como o traçado mais adequado. A concessionária responsável pelo trecho deverá realizar a obra em contrapartida ao contrato de concessão do pedágio. O valor estimado do investimento chega a quase R$ 1 bilhão.
“O novo contorno de Ponta Grossa é uma obra esperada há muitos anos pela nossa população. É uma obra que vai ter um impacto muito forte na nossa região, principalmente no aspecto econômico, industrial e no setor produtivo”, explicou a parlamentar.
Por isso, Mabel Canto pediu mais diálogo entre a concessionária, órgãos responsáveis e a sociedade civil. “É uma obra que precisa ser bem discutida. Já temos um estudo bem técnico do traçado inicial apresentado pela CCR PR Vias. Porém, o Conselho de Desenvolvimento de Ponta Grossa traz algumas observações sobre o traçado que precisam ser debatidas devido ao impacto em algumas áreas”, salientou a deputada estadual.
O assunto foi tratado durante o uso da tribuna na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) principalmente pensando no projeto a longo prazo. “O contorno precisa beneficiar positivamente a região dos Campos Gerais para quem vive, quem investe e quem trafega por aqui”, finalizou Mabel Canto.