Pesquisa antecipa cenário de segundo turno e consolida disputa pelo governo do Paraná

Levantamento mostra liderança no primeiro turno, mas indica disputa aberta e tendência de definição apenas na etapa final

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Da Redação

Paraná – Levantamento divulgado nesta semana pelo instituto Paraná Pesquisas antecipa o desenho da disputa pelo governo do Paraná em 2026 e indica que o processo eleitoral tende a caminhar para um segundo turno, com múltiplos nomes competitivos no campo político estadual.

Nos cenários estimulados de primeiro turno, o senador Sergio Moro aparece na liderança das intenções de voto. No entanto, a pesquisa revela um dado que chama a atenção: a soma dos demais candidatos, aliada ao índice de indecisos e votos brancos ou nulos, aponta para uma eleição ainda aberta, sem definição antecipada do desfecho.

A leitura dos números sugere que, apesar da dianteira momentânea, o cenário eleitoral do Paraná segue fragmentado. Nomes tradicionais da política estadual, como Álvaro Dias, Requião Filho, Rafael Greca, Alexandre Curi e Guto Silva, aparecem com percentuais que, somados, mantêm a disputa competitiva e longe de um cenário liquidado no primeiro turno.

Segundo turno como tendência

As simulações de segundo turno reforçam essa percepção. Em todos os confrontos testados, o levantamento indica disputas diretas entre o candidato líder do primeiro turno e adversários com potencial de crescimento ao longo da campanha, especialmente a partir da consolidação de alianças partidárias e do início oficial do período eleitoral.

Especialistas em política eleitoral avaliam que pesquisas realizadas com antecedência superior a um ano do pleito tendem a refletir mais o nível de conhecimento do eleitor sobre os nomes colocados do que, necessariamente, uma decisão de voto consolidada. Fatores como tempo de televisão, estrutura partidária, discurso regionalizado e desempenho no interior do Estado ainda devem influenciar de forma decisiva o comportamento do eleitorado.

Interior e indecisos pesam na definição

Outro ponto relevante do levantamento é o percentual de eleitores que afirmam não saber em quem votar ou que declaram voto branco ou nulo. Esse grupo representa uma fatia significativa do eleitorado e costuma ser decisivo em eleições estaduais, especialmente em um estado com forte diversidade regional como o Paraná.

Historicamente, o desempenho no interior e a capacidade de diálogo com setores como educação, funcionalismo público, agronegócio e indústria têm peso determinante no segundo turno. A pesquisa indica que esse jogo ainda está em aberto e será definido nos próximos meses.

Disputa começa a ganhar forma

Embora o calendário eleitoral ainda esteja distante, os números divulgados já sinalizam que a sucessão estadual entrou no radar da classe política e do eleitor paranaense. A tendência, segundo a leitura do levantamento, é de uma eleição polarizada apenas no segundo turno, com rearranjos de forças ao longo da campanha.

A pesquisa ouviu 1.300 eleitores em 54 municípios do Paraná, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais, e serve como um primeiro retrato de um cenário que ainda deve passar por mudanças significativas até 2026.

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