CULTURA & FÉ – Paixão de Cristo chega à 33ª edição com 100 voluntários e estreia no Parque Lacustre
Encenação organizada pelo grupo JUSC acontece na Sexta-feira Santa, a partir das 20h30, e é aberta a todos os públicos
Emerson Teixeira
Castro recebe, na noite desta Sexta-feira Santa, 4 de abril, a 33ª encenação da Paixão de Cristo, no Parque Lacustre, a partir das 20h30. O espetáculo, gratuito e aberto a toda a comunidade, é organizado pelo grupo JUSC — Jovens Unidos na Santa Cruz — em parceria com a Paróquia São Judas Tadeu e com apoio estrutural da Prefeitura Municipal.
Cerca de 100 pessoas participam da produção, entre atores, técnicos e voluntários de diferentes idades. Os preparativos começaram ainda em fevereiro, com os ensaios concentrados na fase da Quaresma, na própria paróquia.
Um dos organizadores e colaborador artístico do grupo, Domi Baniski participa da encenação desde a segunda edição — são 32 anos de envolvimento com o projeto. Formado em artes cênicas em Curitiba, ele retornou a Castro e hoje presta assessoria ao grupo, além de interpretar Pôncio Pilatos no espetáculo.

“É um grupo que vivencia verdadeiramente a Paixão de Cristo”, disse Baniski. Segundo ele, um dos diferenciais da apresentação é justamente o uso de microfones ao vivo pelos atores, sem qualquer áudio pré-gravado. “Isso torna a apresentação mais viva”, destacou.
A estrutura para o evento — palco, iluminação, tendas, cadeiras e banheiros — é fornecida pela prefeitura. A escolha do Parque Lacustre, segundo os organizadores, foi intencional: a localização central da cidade permite alcançar um público mais amplo. “O espetáculo é feito não só para os fiéis da Igreja Católica, mas para todos os cristãos que queiram vivenciar esse momento”, afirmou Baniski.

A previsão é que o espetáculo dure cerca de duas horas e conte as principais passagens, desde o nascimento de Jesus até a ressurreição. Em caso de chuva haverá tendas no local para abrigo.
O JUSC surgiu na década de 1990, quando jovens da Vila Santa Cruz passaram a encenar passagens bíblicas na quadra da Paróquia São Judas Tadeu. Ao longo das décadas, o projeto cresceu e se consolidou como um coletivo cultural, com coordenadores em diferentes áreas — da direção artística à produção técnica. A coordenação geral desta edição é de Arildo Ribeiro de Souza.
O público é convidado — sem obrigatoriedade — a levar um quilo de alimento não perecível. As doações são destinadas a entidades sociais do município.
Relembre como foi a encenação em 2025:
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