Trevo das Brotas será entregue antes do prazo

Trevo das Brotas será entregue antes do prazo

Cleucimara Santiago

Piraí do Sul – Moradores de Piraí do Sul estão eufóricos com o adiantamento da obra do viaduto trevo das Brotas, localizada no km 257 da PR-151. Anunciado oficialmente pelo governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, em outubro de 2019, a obra iniciou em março de 2020 com a previsão de entrega para novembro de 2021 e será entregue com nove meses de antecedência, possivelmente em fevereiro.
Em suas redes sociais, Ratinho Junior e o secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex também comemoram e publicaram fotos da obra. “Paraná em Obras – O viaduto trevo das brotas, em Piraí do Sul está sendo finalizado com nove meses de antecedência! Um dos pontos com maior incidência de acidentes no Estado” publicaram. O post foi rapidamente compartilhado e comentado pela população, prints se espalharam por grupos de whats da cidade, que enfim terá a realização do sonho antigo.
Procurado pela nossa reportagem, sobre a entrega da obra, o secretário Sandro Alex declarou que “estamos entregando muito antes do prazo final. Não temos ainda o dia certo, porque depende das intempéries (chuva ou não). Não tem o prazo final, a data. Assim que a empresa passe a data, nós vamos fazer a vistoria final e liberar o fluxo que é mais importante”.

Reinvindicação antiga
O Santuário de Nossa Senhora das Brotas recebe romeiros de várias regiões do país, a construção de acessos em desnível para a região central de Piraí do Sul, e principalmente o viaduto é há muitos anos uma reinvindicação da população por segurança, separando o tráfego urbano e rodoviário. Assinaturas chegaram a ser colhidas, Any Mainardes lembra que integrou e participou de inúmeras reuniões desde quando foi criado o Conselho Administrativo do Santuário das Brotas. Ainda em 2004, período que esteve à frente do Conselho Municipal de Turismo de Piraí do Sul, ela esteve junto com o Presidente e o Secretário da Associação dos Municípios dos Campos Gerais em audiência com o Engenheiro chefe da Rodonorte, em busca da obra.
Rodmara Jayme Queiroz, que atuou como vereadora da cidade de 2005 a 2008, lembra que também fez reinvindicações para que o viaduto fosse construído “Quando era vereadora fiz vários requerimentos, inclusive para a Rodonorte.”
Moradores tem muita fé na padroeira da cidade e atribuem a obra a intercessão de Nossa Senhora da Brotas, que atendeu a oração dos devotos e tocou o coração dos governantes.

As obras
A obra do Trevo das Brotas, faz parte de um pacote de doze obras executadas com R$ 365 milhões liberados pelo acordo de leniência firmado pela Concessionária CCR-Rodonorte e o Ministério Público Federal (MPF). São oito interseções de nível (viadutos, trincheiras e passagens) com obras na BR-277, em Campo Largo, na PR-151, em Ponta Grossa, Piraí do Sul e Castro, e nas BRs 376 e 373, em Ponta Grossa, e cerca de trinta quilômetros de duplicações nas rodovias com cinco trechos da BR-376, na região de Imbaú, todas sob responsabilidade da empresa
A escolha técnica levou em consideração questões como segurança de usuários e pedestres, fluxo de veículos e mobilidade. Entre as prioridades estão trechos com alto índice de mortes por atropelamento, conforme informações colhidas junto à Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE).
Várias obras estavam previstas no contrato inicial de concessão de pedágio firmado pelo Governo do Paraná em 1997, mas não foram realizadas.
As interseções em áreas industriais de Ponta Grossa e no trecho de acesso a Castro permitirão um melhor escoamento da produção agropecuária.

O acordo
Firmado em março de 2019, o acordo de leniência entre a Rodonorte e o MPF aconteceu depois que a concessionária foi alvo da Operação Integração, deflagrada em fevereiro de 2018, que apurou atos de corrupção entre agentes públicos e as seis concessionárias de rodovias que atuam no Anel de Integração.
A primeira fase da Operação Integração foi focada na concessionária Econorte. Em setembro de 2018, a segunda fase atingiu as concessionárias Viapar, Ecovias, Ecocataratas, Rodonorte e Caminhos do Paraná que operam nos pedágios do Anel de Integração do Paraná.
A Concessionária Rodonorte, que atua na região dos Campos Gerais, reconheceu o pagamento de propinas para conseguir mudanças contratuais, atos de corrupção e lavagem de dinheiro desde 2000, e fez um acordo.
Ao todo, o acordo prevê que a empresa a título de reparação de danos, deverá pagar R$ 750 milhões até o final da concessão em 2021, sendo R$ 365 milhões para a execução de obras rodoviárias no interesse direto dos usuários da via e outros R$ 350 milhões com redução em 30% da tarifa de todas as praças de pedágio por ela operadas, medida em vigor desde abril de 2019. A Rodonorte pagou ainda multa para o estado no valor de R$ 35 milhões.
O Depaetamento Estadual de Rodagem (DER) terá a responsabilidade de fiscalizar o cumprimento do termo de leniência, acompanhando a execução das obras.

Redação Página 1

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